Atividade acontece em 17 estados brasileiros. Começou nesta segunda-feira, 15, a Operação Mata Atlântica em Pé 2025, ação nacional voltada ao combate do desmatamento ilegal e à proteção de um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Participam da ação 17 estados brasileiros, sendo oito da região nordeste, incluindo a Bahia, quatro do sudeste e dois do centro-oeste. A iniciativa, que já está na oitava edição, reúne Ministérios Públicos Estaduais e órgãos ambientais, em articulação coordenada para intensificar a fiscalização e responsabilização de crimes ambientais. Na Bahia, o Ministério Público do Estado (MPBA), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Meio Ambiente (Ceama), atua em apoio ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que já está em campo realizando fiscalizações nos municípios-alvo da operação. O trabalho conjunto busca garantir maior efetividade nas ações de defesa da Mata Atlântica, integrando investigação, monitoramento geoespacial e medidas administrativas e jurídicas. A atuação conjunta dos Ministérios Públicos e órgãos de fiscalização ambiental passa pelo levantamento dos desmatamentos, em especial por meio de utilização do sistema ‘Mapbiomas Alerta’ e do Atlas desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica. O trabalho também abarca a identificação dos responsáveis, a verificação de eventual existência de licenças ambientais, a fiscalização presencial ou remota, a lavratura de autos de infração e de termo de embargo, assim como a adoção de medidas para cessação dos ilícitos e reparação pelos danos ambientais e climáticos. As ações seguem até o próximo dia 25 de setembro. Ao final da operação, em 26 de setembro, os órgãos responsáveis apresentarão à sociedade os resultados da edição deste ano, destacando o balanço das áreas fiscalizadas e as medidas adotadas para conter o desmatamento ilegal. Sobre a operação realizada em 2024 Em 2024, a operação identificou 19,5 mil hectares desmatados ilegalmente, o equivalente a 27 mil campos de futebol, a partir de 1.635 alertas. O trabalho resultou na aplicação de R$ 143,1 milhões em multas, o maior valor registrado no histórico da operação. O percentual de alertas de desmatamento da Mata Atlântica efetivamente fiscalizados tem crescido significativamente ano a ano. Além disso, em 2024, houve, em relação ao ano anterior, incremento de 9% em hectares de desmatamento ilegal monitorados pela operação, com 16% de incremento no número de propriedades verificadas.




