
A alteração do mês em que acontece a Micareta de Feira de Santana, anunciada ontem (30) pelo prefeito José Ronaldo (União), gerou diferentes posicionamentos entre os vereadores da Câmara Municipal, durante a sessão desta quarta-feira (1º). A festa, que tradicionalmente ocorria em abril, passará a ser realizada em novembro, a partir do próximo ano, em data ainda a ser definida.
O líder do Governo na Câmara, vereador José Carneiro (União), destacou que o prefeito José Ronaldo foi democrático ao decidir pela alteração, “após realizar reuniões, ouvir pessoas envolvidas na festa e avaliar o resultado de uma pesquisa popular”.
Também favorável à medida, Jurandy Carvalho (PSDB) afirmou que a decisão atende a um apelo antigo dos diversos segmentos envolvidos com o evento e pode ampliar as possibilidades de patrocínio. O presidente da Casa, Marcos Lima (UB), classificou a medida como um “ato de coragem” diante das mudanças sociais. Já o petista Professor Ivamberg considerou a decisão “louvável”.
O vereador Silvio Dias (PT), por sua vez, manifestou preocupação com o impacto da mudança. Para ele, a alteração pode enfraquecer o evento, que já foi considerado o maior carnaval fora de época do Brasil. O parlamentar avaliou ainda que a contratação de artistas em período próximo ao fim do ano pode representar custos mais altos. A mudança na data, em sua análise, também compromete a memória cultural de Feira de Santana no que diz respeito às suas festas populares.
Também contrário à alteração, o vereador Lulinha da Gente (União) lembrou que a Micareta “acabou quando tiraram os blocos”. Segundo ele, desde essas mudanças o evento vem perdendo força, e a retomada dos blocos seria uma forma de atrair novamente os foliões.
Foto: Prefeitura de Feira de Santana
Fonte: Câmara de Feira de Santana





