

Foto: © REUTERS/Eduardo Munoz/Direitos reservados
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução de apoio ao plano norte-americano para Gaza, que autoriza o estabelecimento de Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) temporária no enclave.
A resolução, de autoria dos Estados Unidos, foi aprovada por 13 votos a favor e a abstenção da China e da Rússia.
O Conselho de Segurança da ONU apoiou assim a criação de um “Conselho de Paz”, como uma “administração da governança de transição” em Gaza, e autorizou esse conselho a estabelecer a Força de Estabilização.
O texto autoriza as duas entidades a vigorarem até 31 de dezembro de 2027, sujeito a novas deliberações.
A proposta visa a restaurar a segurança, garantir o acesso humanitário e iniciar um processo sustentado de reconstrução e reforma institucional para o enclave, após dois anos de conflito devastador entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas.
O Conselho de Paz – que seria liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acordo com o plano de paz de 20 pontos apresentado por Washington – serviria como uma administração externa sobre o enclave palestino, supervisionando a governança, a reconstrução, o desenvolvimento econômico e a distribuição de ajuda humanitária.
As responsabilidades da ISF para Gaza incluiriam garantir a segurança das fronteiras, proteger civis, facilitar a assistência humanitária, apoiar o treino e o destacamento de uma força policial palestina reconstituída e supervisionar o desarmamento permanente do Hamas e outros grupos armados.
A ISF atuará em conjunto com Israel e o Egito para estabilizar a segurança em Gaza por um período inicial de dois anos.
A resolução, que passou por várias reformulações, menciona ainda a possibilidade de um Estado palestino, o que gerou contestação do lado israelense, que se opõe totalmente à solução de dois Estados (Israel e Palestina).
Uma proposta de resolução paralela, apresentada pela Rússia, está igualmente sob análise formal do Conselho de Segurança da ONU, mas não está claro se a proposta de Moscou irá a voto em breve.
*É proibida a reprodução deste conteúdo.
Fonte: Agência Brasil




