Semana da Prematuridade reforça conscientização sobre a importância do pré-natal

A taxa de nascimento em partos prematuros no Hospital Inácia Pintos dos Santos (Hospital da Mulher) foi de 11% em 2025, menor que o percentual de 12% registrado em 2024. Os dados foram destacados pela enfermeira Emylle Mendonça Barbosa, responsável pela Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa), que funciona na instituição, durante explanação na Tribuna Livre da Câmara nesta terça (18). Ela reforçou a importância do Novembro Roxo, mês de sensibilização sobre a prevenção à prematuridade.
A promoção da conscientização em torno da ocorrência de nascimentos de prematuros foi destacada por Emylle Mendonça, ao explicar que considera-se prematuridade o nascimento do bebê antes das 37 semanas de gestação. Em Feira de Santana, nasceram 760 bebês nessa condição neste ano.

Neste quesito, o Brasil ocupa a décima posição na escala mundial, conforme explicou a profissional. “E a principal forma de evitar a prematuridade é realizar um pré-natal de qualidade, pois a ocorrência de maiores riscos pode ser detectada durante o procedimento”, reforçou.
Doenças como hipertensão, diabetes e infeções vaginais estão entre as causas do problema e as eventuais complicações podem ser evitadas com um acompanhamento adequado, conforme garantiu a enfermeira. Ela ressaltou que ao dedicar especial atenção à prematuridade, o Hospital da Mulher saltou de 48.00 atendimentos pediátricos em 2013, para mais de 18 mil até setembro deste ano. “Foram detectadas doenças e necessidades de atendimento de especialidades. E os bebês foram encaminhados e atendidos”, assegurou.

Sobre o Método Canguru, Emylle Mendonça ressaltou que integra a Política Nacional de Assistência ao Bebê Prematuro e prevê três etapas. A primeira ocorre quando há necessidade de cuidados intensivos. A segunda, se refere à Unidade de Cuidados de Intermediação Canguru, que proporciona o contato “pele a pele” do bebê com a mãe por um maior espaço de tempo. “Isto possibilita, por exemplo, ganho de peso com maior rapidez e incentivo ao aleitamento materno. E diminui o tempo de internação”, disse. Quando alcança 1,8kg, o bebê tem a alta concedida. Já a terceira etapa se volta para os bebês que estão de alta, mas que continuam acompanhados semanalmente.

Foram atendidas 148 crianças nesta situação no hospital. Dentre as principais patologias detectadas estavam desidratação, desnutrição, hérnia umbilical e outras. No entanto, alertou a enfermeira, a maioria dos pacientes tem baixa renda e acabam não conseguindo ir ao acompanhamento regularmente por falta de condições financeiras. Emylle Mendonça informou ainda ter representado, ontem (17), o Hospital da Mulher em um ciclo de palestras em Salvador tratando da Lei que institui o Dia Nacional de Sensibilização da Prematuridade. “Fiquei feliz e orgulhosa, pois tudo que tem nesta legislação já realizamos em nossa unidade hospitalar em Feira”.

Novembro Roxo

Também em uso da Tribuna Livre, a presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, destacou a importância da Lei Municipal nº 4.167/2023, de autoria da vereadora Lu de Ronny (PV) que instituiu a Semana da Prematuridade em Feira. A ser realizada anualmente, na terceira semana do mês de novembro, foca discussões e ações em torno do Novembro Roxo. Em 2025, foram mais de 760 bebês nascidos prematuros em Feira e que precisaram de assistência com o Método Canguru, Casa da Puérpera, UTI Neonatal, berçário de médio risco e outros, disponibilizados no Hospital da Mulher. “A equipe multiprofissional é muito importante, não só no momento do parto, mas também no pós-parto”, defendeu.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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