Universidade Federal em Feira: vereador defende ampliação do debate com a sociedade

“É preciso ampliar ainda mais o debate sobre a qualidade da educação pública no ensino superior em Feira de Santana. Por isso estamos aqui discutindo a instalação de uma Universidade Federal em nossa cidade”. A declaração é do vereador Professor Ivamberg (PT), um dos proponentes da Audiência Pública realizada na manhã desta segunda-feira (24), no Centro de Convenções da cidade, juntamente com o deputado estadual Robinson Almeida, que também defendeu a articulação em torno da proposta.

Para o parlamentar municipal, atualmente existem a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), “da qual sou egresso com muito orgulho”, e o CETENS (Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade), campus da UFRB, ambas gratuitas. “Mas é preciso aumentar essas vagas de universidades públicas em Feira”, frisou. Isso porque, segundo Professor Ivamberg, já existem dezenas de universidades e faculdades particulares, que possibilitam que estudantes já estejam no ensino superior, muitos deles por meio de políticas públicas como o FIES (Financiamento do Ensino Superior).

Porém, ressaltou, “Feira de Santana precisa ter uma universidade federal para chamar de nossa; para que possamos oferecer cursos de diversas áreas, de acordo com as necessidades da nossa população. Precisamos nos envolver nessa luta e, principalmente, convocar a sociedade civil”, defendeu. Por sua vez, o deputado estadual Robinson Oliveira ressaltou que “uma universidade federal é criada a partir de uma mobilização de múltiplos sujeitos, e o envolvimento da sociedade é fundamental”. Ele lembrou o processo de mobilização para a instalação da UFRB, envolvendo vários municípios, poder público e segmentos empresariais.

A reitora da UFRB, Georgina Gonçalves dos Santos, destacou que a instituição já tem 20 anos de existência e, na época de sua implantação, Feira de Santana já era sondada para ser um dos centros universitários. “Ainda vivemos um Estado em construção, e a implementação de uma unidade de ensino superior passa pelo nosso desejo, mas, sobretudo, pela construção e articulação de uma conjuntura política que nos é, de certa forma, favorável, mas de grande disputa”, assinalou.

É PRECISO TOMADA DE DECISÃO

Edson Piaggio, presidente do Instituto Pensar Feira, destacou que Feira de Santana é a 34ª maior cidade do país, a maior do interior do Nordeste e a segunda maior do estado da Bahia. “O seu PIB está entre os 80 maiores do Brasil e, no nosso país, 37 cidades com menos de 600 mil habitantes têm Universidade Federal e, dessas, 15 têm população inferior a 20% da de Feira. Então, obviamente, não é a população que decide se deve ou não ter Universidade Federal na cidade, mas eu quero crer que esse seja um dos itens para a tomada de decisão”, afirmou o empresário.

Três cidades do Brasil que sediam universidades estaduais e federais foram citadas pelo empresário: “Dourados, no Mato Grosso do Sul, tem 260 mil habitantes e a região dela abrange 22 municípios; Mossoró, no Rio Grande do Norte, possui 268 mil habitantes e sua região geográfica é composta por 17 municípios. Já Campina Grande tem 440 mil habitantes e 47 municípios compõem a sua região geográfica. Nossa Feira de Santana tem uma região que abrange 83 municípios e possui uma população superior a dois milhões e trezentos mil habitantes”, frisou.

O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Glicio Oliveira, apresentou diversos números referentes aos investimentos — em torno de R$ 6 milhões, por exemplo, apenas para contratação de técnicos — que serão feitos para a construção da nova universidade federal discutida. Segundo ele, o valor gasto por estudante também não muda, o que não gera impacto para os cofres públicos, “garantindo, assim, a migração de maneira mais assertiva e confortável para o equilíbrio financeiro”, conforme ressaltou em defesa do projeto.

Marcaram presença na Audiência Pública a primeira-dama do Estado da Bahia e professora da UFRB, Tatiana Veloso; Natália Oliveira e Miguel Ângelo, superintendente e representante, respectivamente, do Instituto Pensar Feira; Meire Portugal, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE); Adair Vieira e Luciana Boeira, vice-diretor e representante da UFRB; o ex-prefeito de Antônio Cardoso, Antônio Mário; Isailton Reis, gerente regional do SEBRAE — Feira de Santana; e as advogadas Lorena Peixoto, presidente da OAB Subseção Feira de Santana, e Mariana Rozário, vice-presidente da Comissão de Igualdade Racial da entidade.

Presentes ainda no evento o Major Cristiano Estrela, do Corpo de Bombeiros de Feira de Santana; Ruth Damasceno, secretária da Juventude do PT Feira; Genildo Melo, presidente da Associação Comercial de Feira de Santana (ACEFS); Marcelo Alexandrino, presidente do Convention & Visitors Bureau; Érika Lima, diretora-geral do IFBA (Instituto Federal da Bahia) — campus Feira de Santana; e Vera Carneiro, representante do Movimento de Organização Comunitária (MOC).

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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