
O reajuste de 4,85% na tarifa do transporte público coletivo de Feira de Santana pode trazer impactos negativos para além dos trabalhadores, alcançando também empresas e pessoas que não utilizam diretamente o sistema. A avaliação é do vereador Silvio Dias (PT), que, ao discursar na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal em 2026, criticou a medida que alterou, no dia 17 de janeiro, o valor da passagem de R$ 5,15 para R$ 5,40 no Cartão Social ou Via Feira e de R$ 5,50 para R$ 5,90 em dinheiro. Nos distritos de Bonfim de Feira, Tiquaruçu e Jaguara, a tarifa passou a ser de R$ 6,60.
Silvio Dias afirma que o aumento afeta diretamente o orçamento dos trabalhadores e pode provocar reflexos em outros setores da economia. Segundo ele, o reajuste contribui para que parte da população busque meios alternativos de locomoção. “É um impacto no bolso e na mobilidade, porque, quanto mais aumenta, mais pessoas procuram alternativas”, disse. O vereador também destaca que o aumento pode elevar os custos das empresas com o pagamento do vale-transporte, refletindo na economia local.
Nesse sentido, o parlamentar defende a implantação da tarifa zero no município, modelo já adotado em algumas cidades brasileiras, como Alagoinhas, localizada a cerca de 80 quilômetros de Feira de Santana. Para isso, reforça a necessidade de ampliar o debate sobre a proposta, que busca garantir o acesso ao transporte público sem cobrança direta ao usuário. “Precisamos discutir urgentemente a tarifa zero, que é algo viável e possível”, afirmou.
Fonte: Câmara de Feira de Santana




