Além das arboviroses, Centro de Controle de Endemias atua na prevenção da Doença de Chagas e Leishmaniose

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Equipe de endemias que atua na zona rural

Embora o foco público esteja frequentemente nas arboviroses (como Dengue, Zika e Chikungunya), o Centro de Controle de Endemias da Secretaria Munipal de Saúde mantém vigilância rigorosa sobre outras patologias graves. Doenças como Chagas, Leishmaniose e Esquistossomose, também transmitidas por vetores, recebem atenção contínua das equipes municipais.

“Nossas equipes de zona rural, estão capacitadas para atuar tanto no controle das arboviroses, como da Leishmaniose, doença de Chagas e Esquistossomose, doenças que ainda estão presentes na zona rural de Conquista”, explicou o coordenador de Endemias, Renato Freitas.

Durante todo ano, as equipes de endemias atuam no controle dessas doenças com realização de inspeções em residências, estabelecimentos comerciais e outros locais, identificando e eliminando focos de vetores como o triatomíneo (barbeiro) que transmite o Trypanosoma cruzi agente da doença de Chagas, o flebotomíneos (mosquito-palha) que transmite Leshimania chagasi, agente da Leshimaniose, e dos caramujos do gênero Biomphalaria, responsável pela trasmissão da Esquitossomose. 

O foco na Doença de Chagas

O controle da Doença de Chagas tem sido intensificado na região do distrito de Bate Pé, onde foram identificados casos positivos e a presença do barbeiro.

A Doença de Chagas é uma patologia que pode se tornar crônica. Muitas vezes, o diagnóstico só ocorre 10, 15 ou 20 anos após o contágio. Na fase aguda, a identificação é difícil, pois os sintomas — como febre baixa e, ocasionalmente, diarreia — podem ser confundidos com outras enfermidades. Com o tempo, a doença evolui  evoluindo para forma crônica podendo atingir órgãos vitais, como o coração, o esôfago e o cólon.

Segundo o supervisor de Endemias, Joval dos Santos, após a confirmação do caso e/ou presença do barbeiro, a equipe se desloca até a casa da pessoa para realizar controle do triatomíneo (o barbeiro) dentro das residências. Embora seja um inseto silvestre, ele pode adentrar e colonizar as casas.

“Sempre que um barbeiro é capturado em uma residência e o exame laboratorial confirma a presença do protozoário, nossa equipe realiza a aplicação de inseticida na unidade habitacional. O objetivo é eliminar focos de colonização e interromper a cadeia de transmissão, protegendo tanto a família residente quanto a vizinhança”, explicou Joval.

O acompanhamento da residência continua, após um ano da aplicação do inseticida, os agentes retornam à casa para verificar se ainda há presença de barbeiro, caso seja encontrado, é feita nova aplicação de inseticida.

Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados em Vitória da Conquista no ano de 2025, nove casos de doença de Chagas na forma crônica.

Durante a visita da equipe no povoado de Mamão, no distrito de Bate Pé, o comerciante José Novaes, comentou a importância da visita dos agentes em sua residência e comércio: “É muito importante para eliminar o barbeiro que pode picar a gente, principalmente a noite. Eu mesmo tive um tio que morreu por conta da doença de Chagas”.

Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral

A Leishmaniose Visceral tem registrado casos na zona rural de Vitória da Conquista. Em 2025 foram identificados três casos (dados do SINAN) exigindo uma atuação integrada entre a Vigilância Epidemiológica, Coordenação de Zoonoses e Controle de Endemias. 

Fluxo de Trabalho:

  • Investigação: A partir da notificação de um caso humano, a equipe realiza a pesquisa em cães da localidade para identificar animais soropositivos.
  • Monitoramento do Vetor: É feita a captura e identificação do mosquito transmissor (o flebotomíneo ou “mosquito-palha”) para confirmar se a espécie presente é portadora da Leishmania.
  • Intervenção: Caso o inseto seja detectado no ambiente domiciliar, é realizada a borrifação com produtos químicos. Esse ciclo de monitoramento e proteção da área pode durar cerca de seis meses para garantir a segurança da população.

Segundo supervisor de Endemias, Amarildo Ferraz, este é um trabalho realizado em conjunto com a Coordenação de Zoonoses, onde o setor identica o cão e o gente vai até a casa para saber se tem presença do mosquito palha. “A visita à residência para captura no mosquito ocorre sempre no turno da noite, quando instalamos duas armadilhas, uma dentro da casa e outra na área externa, preferencialmente onde fica os animais. No outro dia, a gente vem cedo, às seis da manhã, retira as armadilhas, coleta os insetos e levamos para o laboratório”.

O aposentado Thomas Ferreira recebeu a equipe em sua residência e ficou satisfeito com as informações que recebeu. “A visita é importante para o bem-estar da gente. Eu mesmo já tive uma sobrinha que teve Leishimaniose, então, é muito importante saber os cuidados para evitar”.

Sobre os sintomas e diagnóstico da Leishimaniose Viceral:

  • Febre de longa duração
  • Aumento do fígado e baço
  • Perda de peso
  • Fraqueza
  • Redução da força muscular
  • Anemia

O diagnóstico da Leishmaniose Visceral pode ser realizado por meio de técnicas imunológicas e parasitológicas. É fundamental procurar o médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Uma vez diagnosticada, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de evitar agravo e complicações da Leishmaniose Visceral, que se não for tratada adequadamente, pode ser fatal.

#CONQUISTA

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