
Fotos e texto: Ascom SMS
Com equipes em campo diariamente nos circuitos da folia, a Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e da Vigilância Ambiental (VISAMB), mantém ativas as ações de monitoramento da qualidade da água durante o Carnaval 2026. O trabalho começa antes mesmo da abertura oficial da festa, segue durante toda a folia e, até o terceiro dia oficial, no último sábado (14), já contabilizava 87 amostras coletadas, totalizando 435 parâmetros analisados pelos técnicos.
Reconhecida como referência por órgãos como a Prefeitura de Uberlândia (MG) e a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), a estratégia desenvolvida em Salvador consolidou um modelo de vigilância em saúde ambiental para eventos de grande porte. As ações incluem o acompanhamento da água distribuída pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) nos pontos que abastecem os circuitos, além de coletas em hotéis, camarotes, módulos de saúde e unidades de acolhimento.
A VISAMB realiza o mapeamento completo da rede de abastecimento que atende os circuitos carnavalescos. As análises começam no ponto inicial de distribuição, permitindo identificar qualquer alteração que possa repercutir ao longo da rede. Em caso de inconformidade, a Embasa é notificada imediatamente para adoção das medidas corretivas.
Durante o Carnaval, as coletas são realizadas diariamente, inclusive antes da abertura dos camarotes, garantindo que os estabelecimentos iniciem suas atividades com o selo de acompanhamento afixado em local visível. Nos circuitos, as equipes utilizam fotômetro digital para medição imediata dos níveis de cloro. As análises físico-químicas e microbiológicas são encaminhadas ao Laboratório Central da Bahia (Lacen), com resultados emitidos em menos de 24 horas, possibilitando intervenções rápidas e eficazes.
Para o subcoordenador da VISAMB, Lourenço Ricardo, o projeto consolidou um novo padrão sanitário para eventos de massa no país. “Esse é o maior projeto de controle da qualidade da água em eventos do Brasil e nasceu aqui, em Salvador. Assim como o samba começou na Bahia e ganhou o país, nosso monitoramento também teve origem aqui e hoje inspira outras capitais”, diz.
“Atuamos antes e durante o Carnaval, desde o ponto inicial de distribuição até hotéis, camarotes e unidades de acolhimento, com tecnologia de ponta e resultados laboratoriais em menos de 24 horas. No primeiro ano, reduzimos em 70% os casos de doenças de veiculação hídrica no pós-Carnaval. É a prova de que planejamento e resposta rápida protegem a saúde da população”, completa.
Fonte: Prefeitura de Salvador




