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Os competidores ucranianos boicotarão a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina no dia 6 de março em Verona, informou o comitê ucraniano na última sexta-feira (20), devido à autorização de alguns atletas russos e bielorrussos com suas bandeiras nacionais.
A atribuição de 10 vagas combinadas a atletas russos e bielorrussos pelo Comitê Paralímpico Internacional criou uma tempestade política em torno dos próximos Jogos em meio à invasão da Ucrânia que dura quatro anos.
A Rússia, que foi excluída de muitas competições internacionais por causa da guerra, afirma que é um erro misturar esporte e política, e que ter atletas com deficiência como alvo é ofensivo.
“A comunidade de atletas paralímpicos ucranianos e o Comitê Paralímpico Nacional da Ucrânia estão indignados com a decisão cínica do Comitê Paralímpico Internacional de conceder vagas para Rússia e Belarus”, disse o comitê ucraniano em um comunicado, anunciando seu boicote à cerimônia e exigindo que sua bandeira não fosse usada no evento.
Essa postura ocorre após a desclassificação dos Jogos de Inverno do atleta de skeleton ucraniano Vladyslav Heraskevych por usar um capacete em homenagem aos atletas mortos na guerra.
O ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, disse que as autoridades ucranianas boicotarão os Jogos Paralímpicos de 6 a 15 de março, embora os atletas do país ainda participem.
Um porta-voz do Comitê Paralímpico Internacional disse à Reuters que estava em contato direto com o Comitê Paralímpico da Ucrânia e que o assunto seria discutido internamente.
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Fonte: Agência Brasil




