Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa de 10% e não de 15%

Foto: © Reuters/Carlos Barria/proibida a reprodução

Os Estados Unidos (EUA) estabeleceram tarifa adicional de 10%, a partir desta terça-feira (24), sobre todos os produtos não cobertos por isenções, segundo aviso divulgado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês). Essa foi a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20), em vez dos 15% que ele prometeu um dia depois.

Em reação à decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas, justificadas por motivos de emergência, Trump anunciou inicialmente uma nova taxa global temporária de 10%. Ele disse no sábado (21) que a aumentaria para 15%.

Em aviso descrito como destinado a “fornecer orientações sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP informou que, tirando os produtos especificados como sujeitos a isenções, as importações “estarão sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%”.

A medida aumentou a confusão em torno da política comercial dos EUA, sem nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual a taxa mais baixa foi usada. O Financial Times citou um funcionário da Casa Branca, dizendo que o aumento para 15% virá mais tarde. A Reuters não pôde confirmar isso imediatamente.

A cobrança das novas tarifas começou à meia-noite, enquanto a cobrança das tarifas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Elas variavam de 10% a 50%.

A lei da Seção 122 permite que o presidente imponha as novas tarifas por até 150 dias a todos os países para lidar com déficits “grandes e graves” na balança de pagamentos e “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”.

A ordem tarifária de Trump argumenta que existe grave déficit na balança de pagamentos, na forma de um déficit comercial anual de US$1,2 trilhão em bens dos EUA, e um déficit em conta corrente de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), além de uma reversão do superávit de renda primária do país.

Nessa segunda-feira, Trump advertiu os países contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, afirmando que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

O Japão informou hoje que solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

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