
Entreposto comercial histórico, considerado o maior do Norte e Nordeste e que movimenta alto volume de recursos financeiros, o Centro de Abastecimento de Feira de Santana tem sido alvo de críticas devido à falta de um controle mais rígido no acesso de comerciantes de outros municípios. A reclamação, conforme informou o presidente da Câmara, Marcos Lima (União), durante discurso na sessão desta terça (24), é dos comerciantes que convivem e trabalham no local há anos. A forma de condução do estabelecimento como “porta aberta”, explicou ele, tem prejudicado os trabalhadores feirenses e gerado fuga de recursos para outros locais.
“Pessoas de outras cidades, por exemplo, chegam com caminhões carregados, entram, vendem e vão embora. Qualquer um que chegar lá, entra e faz a comercialização, tanto no atacado, quanto no varejo. E isto tem trazido grande prejuízo para quem é daqui”, disse Marcos Lima. Ressaltando ter tido conhecimento de que donos de pequenos estabelecimentos comerciais e de atacadões estão saindo para comprar produtos em outros municípios.
Diante da situação, o parlamentar cobrou que o secretário de Agricultura e Recursos, Hídricos, Silvaney Araújo, visite o centro e mantenha contato com os comerciantes, para verificar o que realmente está ocorrendo. Para o presidente do Legislativo, o secretário precisa tomar conta do centro, conversar e ouvir os comerciantes e pessoas que compram no estabelecimento.
Marcos Lima assinalou que a mudança do entreposto para um outro lugar mais adequado, também precisa ser discutida. Já Galeguinho SPA (União) avaliou que a situação está “inviável” para os comerciantes. O edil citou problemas que são motivo de reclamações frequentes, como a falta de organização, cobranças indevidas e condições precárias de higiene dos banheiros, apesar de ser cobrada taxa de todos para manutenção. “As pessoas que estão ali há muito tempo não têm tido tratamento privilegiado”, observou o vereador, acrescentando que há certo receio dos comerciantes de tratar as questões com o diretor do Centro de Abastecimento, Cristiano Gonçalves.
Defendendo o trabalho desenvolvido pelo dirigente do entreposto comercial, Pedro Américo (Cidadania) disse que ele tem cumprido o determinado pelo superior hierárquico. “Eu sou testemunha que várias coisas avançaram, após a gestão dele, mesmo com a estrutura continuando precária. Precisa-se de mais ajustes, sim. Mas muitas coisas melhoraram. A questão do comércio em cima de caminhões é urgente. Tem que proibir”, defendeu.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Os assuntos envolvendo os problemas detectados no Centro de Abastecimento de Feira devem ser discutidos em uma audiência pública na Câmara, segundo afirmou Ismael Bastos (PL), presidente da Comissão de Agricultura do Legislativo. O pedido, garantiu ele, já foi protocolado e dentre os prováveis convidados estarão o secretário Silvaney e o diretor Cristiano Araújo. Classificando a proposta de discussão em audiência interessante, o líder do Governo, José Carneiro (União), acredita que o debate servirá para esclarecer a realidade vivenciada no centro. “Se fala que o entreposto não está em local apropriado. Isto pode ser avaliado e apontado formas de incentivar a construção em outro lugar”, disse.
Foto: Jorge Magalhães/Secom
Fonte: Câmara de Feira de Santana



