Vigilância em Saúde amplia ações contra doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

A Vigilância em Saúde de Alagoinhas intensificou as ações de combate às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Os trabalhos, que envolvem visitas domiciliares, bloqueio de transmissão, busca ativa de casos suspeitos e parcerias intersetoriais para reduzir focos do Aedes aegypti, acontecem diariamente e também em plantões de fim de semana. No último sábado, 28, os agentes estiveram em bairros do Centro de Alagoinhas trabalhando na mobilização popular, reforçando o papel social de todos na luta contra o mosquito.

De acordo com o gerente de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), João Luiz Teixeira, o período exige atenção redobrada, especialmente por conta das condições climáticas e do aumento de imóveis fechados durante os veraneios. “No verão, temos as chuvas seguidas de calor intenso. Como muitas casas ficam fechadas, a gente não consegue entrar para fazer a eliminação dos depósitos in loco. Com o calor, o mosquito se prolifera mais rápido, e isso aumenta a preocupação com possíveis casos das doenças”, explicou.

O serviço de bloqueio de transmissão é realizado em três etapas. A primeira é a visita técnica domiciliar, com eliminação de focos e tratamento local, incluindo aplicação de produto químico em tonéis e caixas-d’água. Em seguida, ocorre o tratamento perifocal, com uso de inseticida de forma localizada em depósitos que não puderam ser eliminados. Por fim, quando necessário, é feita a aplicação de inseticida por ultra baixo volume (UBV), conhecido como “fumacê”, para eliminar o mosquito já em fase adulta.

Um dos maiores problemas enfrentados pelas equipes de endemias é a situação de pneus descartados irregularmente. “Com o nosso trabalho de casa em casa, identificamos acúmulo de pneus em borracharias ou outros locais e acionamos a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) para fazer a retirada. Essa parceria tem sido fundamental”, informou João.

Busca ativa

A Vigilância em Saúde alerta que o combate às arboviroses depende da colaboração da população no processo de evitar o acúmulo de água parada, além da permissão de acesso dos agentes às residências. “Fazemos um trabalho de busca ativa. A gente não espera a informação chegar. Estamos nas ruas verificando casos suspeitos ou confirmados e investigando o entorno para saber se há outros registros próximos. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar o aumento de casos e proteger a saúde coletiva no município”, reforçou o gerente.

 

 

Fonte: Prefeitura de Alagoinhas

#ALAGOINHAS

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