
Texto: Ana Virgínia Vilalva/ Secom PMS
Na manhã desta terça-feira (3) foi o início de nova turma do curso de audiodescrição, promovida pela Diretoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, vinculada à Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre). A visa iniciativa promover mais acessibilidade a pessoas cegas e com baixa visão, autistas, além de cidadãos com TDAH, dislexia, disgrafia e deficiências intelectuais.
As aulas acontecem na sala Nelson Maleiro, na sede da Fundação Gregório de Mattos (FGM), na Barroquinha. Com quase 60 inscritos, os alunos terão acesso, ao todo, a 30 horas-aula durante a formação. A iniciativa acontece desde 2024 e, até o momento, mais de 600 pessoas já foram capacitadas.
A diretora da DPCD, Daiane Pina, afirma que o curso é fundamental, pois faz com que o município torne as vagas mais inclusivas para pessoas cegas e com baixa visão, e também aquelas que têm outros transtornos.
“Qualquer audiodescrição acaba trazendo detalhes que, para cérebros que são neurodivergentes, são imperceptíveis. Então, é muito importante que a gente tenha uma cidade onde seus cidadãos sejam formados para dar o maior auxílio possível às pessoas que têm algum tipo de dificuldade”, destacou Pina, que é especialista em audiodescrição pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).
O instrutor Allan Gandarela conta que a capacitação é importante para ampliar acessibilidade e inclusão na cidade. “Uma não existe sem a outra, e deve caminhar juntas. Quanto mais pessoas tenham o conhecimento sobre como lidar com pessoas cegas e de baixa visão, bem como com outras deficiências, melhor, pois conseguem um mundo mais acessível e inclusivo, de fato.”
O curso oferece três turmas por ano, com expectativa de abertura nos meses de junho e setembro. O workshop contempla oito encontros com visitas técnicas a equipamentos culturais da Prefeitura, a exemplo da Casa do Carnaval, Casa das Histórias e Casa do Rio Vermelho.
“Nós começamos falando de acessibilidade, para depois entrar na audiodescrição. Por isso as 30 horas são importantes, para ter tempo para se preparar. Essa turma, em especial, tem uma novidade, com oficina de orientação e mobilidade e, possivelmente, uma aula de braille também”, reforçou o instrutor.
Moradora de Fazenda Coutos, a psicóloga Aline do Nascimento, de 38 anos, ficou sabendo do curso através de amigos. “É muito importante essa capacitação porque, hoje em dia, a gente vê pessoas que não têm tanta informação, e instruir pessoas na acessibilidade é fundamental. Estou ansioso e pronto para aprender.”
Estagiário de mediação cultural, o jovem Adael Avelino, 21 anos, mora na Federação e tomou conhecimento das atividades por meio da empresa onde trabalha. “Como eu atendo diferentes tipos de pessoas, é muito importante saber lidar com a diversidade de maneira geral e conseguir fazer meu trabalho de forma eficaz, sem excluir ninguém. E essa capacitação vai trazer mais ajuda diante disso. Estou com a expectativa bem alta”, acrescentou.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/curso-de-audiodescricao-promovido-pela-sempre/
Fonte: Prefeitura de Salvador




