Guerra do Irã viola Carta da ONU, diz missão internacional

Foto: © Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA/ Reuters/ Proibido reprodução

Uma investigação independente da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violações de direitos humanos no Irã condenou nesta quarta-feira (4) os ataques de Israel e dos Estados Unidos, bem como os ataques retaliatórios de Teerã em toda a região, afirmando que violam a Carta da ONU.

A Carta da ONU proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado. 

“Esses ataques, seguidos pelos ataques retaliatórios do Irã em toda a região, são contrários à Carta da ONU”, disse a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã da ONU em um comunicado.

A missão também expressou profunda consternação com o ataque de sábado — o primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel — à escola feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã. A maioria das vítimas parece ter sido de meninas entre sete e 12 anos, segundo o comunicado. 

A investigação da ONU afirmou que a população iraniana está agora presa entre uma campanha militar em larga escala que pode durar semanas e um governo em Teerã com um longo histórico de violações dos direitos humanos.

Dezenas de milhares de pessoas foram detidas e enfrentam tortura e pena de morte, segundo a investigação da ONU, após uma brutal repressão aos protestos que começaram em 28 de dezembro de 2015, em resposta à crise econômica do país. Afirmou ainda que os manifestantes atualmente detidos em prisões podem estar em perigo caso ocorram ataques dos EUA ou de Israel.

Um casal britânico preso no Irã descreveu na terça-feira as explosões que atingiram a prisão de Evin, onde estão detidos, e os danos à sua ala, à medida que o conflito se intensifica. A declaração afirma que as mortes de dezenas de autoridades iranianas — incluindo o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei — em ataques aéreos dos EUA e de Israel não são um meio aceitável de se alcançar justiça sob o direito internacional.

 

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Fonte: Agência Brasil

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