
Com o objetivo prevenir, diagnosticar, monitorar e tratar, precocemente, lesões nos pés de pacientes com diabetes mellitus, o vereador Albino Brandão (PSDB) está sugerindo ao prefeito José Ronaldo a implantação do Programa Municipal de Atendimento Integral ao Portador de Pé Diabético. Caso a indicação seja atendida, prevê o edil, haverá a organização do fluxo assistencial, padronização de protocolos clínicos, qualificação do atendimento nas UBS, redução de internações e procedimentos de alta complexidade e redução de amputações evitáveis.
A economia que o programa trará ao sistema público de saúde, a médio e longo prazo, também é destacada pelo vereador. Conforme justificativa da proposta, o programa deverá contemplar a triagem periódica e classificação de risco para pé diabético na Atenção Primária; definir protocolo clínico e fluxo de encaminhamento entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), regulação municipal e unidades de referência e ainda manejar lesões, realizando curativos e o acompanhamento sistemático dos casos identificados.
Além da contrarreferência à Unidade Básica de Saúde para acompanhamento do paciente o edil sugere a realização de ações permanentes de orientação e educação em saúde voltadas a pacientes, familiares e cuidadores e capacitação das equipes da rede municipal para rastreio, prevenção e tratamento do pé diabético. Integrado à Atenção Primária, à Regulação Municipal e às unidades de maior complexidade, o programa deve assegurar avaliação clínica especializada; atendimento multiprofissional e acesso a insumos necessários para curativos e cuidados locais, conforme planejamento da Secretaria Municipal de Saúde.
Albino Brandão solicita também o estudo para possível criação de Ambulatório ou Serviço de Referência na Rede Municipal de Saúde, com o intuito de reduzir as complicações, internações hospitalares e amputações. O diabetes mellitus, destaca, constitui uma das principais doenças crônicas que impactam a saúde pública no Brasil, “apresentando crescimento significativo nos últimos anos”. Entre suas complicações mais graves está o chamado “pé diabético”, condição que pode evoluir para úlceras, infecções severas, internações prolongadas e, em casos mais graves, amputações de membros inferiores.
“Estudos do Ministério da Saúde apontam que grande parte das amputações decorrentes do diabetes poderia ser evitada mediante diagnóstico precoce, acompanhamento sistemático e organização adequada da linha de cuidado na Atenção Primária”, informa o parlamentar. A ausência de fluxo estruturado e de protocolos padronizados aumenta o risco de agravamento das lesões, elevando custos hospitalares e comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: Câmara de Feira de Santana






