
As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti seguem fortalecidas em Feira de Santana. Equipes de agentes de combate às endemias percorrem diariamente diversos bairros da cidade realizando visitas domiciliares e inspeções em estabelecimentos comerciais, praças e outros logradouros públicos em busca de possíveis focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
Neste período de chuvas, quando aumenta o risco de proliferação do vetor, o trabalho ganha ainda mais atenção. Os profissionais redobram o olhar durante as inspeções, observando cada espaço nas residências e também em áreas comerciais, a fim de identificar qualquer recipiente que possa acumular água e servir de criadouro.
O trabalho consiste na identificação e eliminação mecânica de focos, além do tratamento de depósitos com água parada. Quando o recipiente não pode ser eliminado, é realizado o tratamento químico com aplicação de larvicida, impedindo o desenvolvimento das larvas do mosquito.
Desde 1997 atuando no município como agente de combate às endemias, o inspetor-geral José Roberto Oliveira coordena três equipes que somam 25 agentes. Ele é responsável pelas ações desenvolvidas nos bairros Brasília, Serraria Brasil, Olhos d’Água, Chácara São Cosme, 35º BI e Jardim Acácia.
Segundo ele, o trabalho segue uma rotina organizada para garantir que todos os imóveis sejam visitados. “As visitas às residências acontecem por ciclo, geralmente a cada 60 dias. Já o trabalho em pontos estratégicos — como oficinas, cemitérios e outros locais que acumulam materiais — é realizado a cada 15 dias por uma equipe específica”, explica.
As equipes atuam nos dois turnos e, durante o período chuvoso, as inspeções são intensificadas. “Com mais chuva, aumentam as possibilidades de formação de criadouros. Por isso, reforçamos as visitas e mantemos um olhar ainda mais atento para eliminar qualquer foco”, acrescenta o inspetor.
No bairro Irmã Dulce, o inspetor de área Samuel Barros destaca que todas as visitas realizadas pelos agentes são registradas em um boletim diário. No documento constam informações como o logradouro visitado, o tipo de imóvel — se residência, estabelecimento comercial, terreno baldio ou ponto estratégico — além dos tipos de depósitos inspecionados e tratados, como tanques, tonéis e caixas d’água.
Durante as inspeções, os agentes também orientam os moradores sobre medidas de prevenção, já que a fêmea do mosquito costuma encontrar abrigo em recipientes que acumulam água, como garrafas, pneus, pratos de plantas e reservatórios destampados.
A coordenadora de Combate às Endemias, Priscila Soares, ressalta que a participação da população é fundamental para o sucesso das ações. “O trabalho das equipes é permanente nas ruas, mas o combate ao mosquito começa dentro de casa. A população precisa estar atenta e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. Com a colaboração de todos, conseguimos reduzir os riscos e proteger a saúde da comunidade”, destaca.
FEIRA CONTRA A DENGUE
Paralelo a esse trabalho, o projeto Inova Feira contra a Dengue também segue no município com a instalação de armadilhas inteligentes para monitoramento do Aedes aegypti, com rotas operacionais em bicicletas elétricas. Também utilizam smartphone e as armadilhas inteligentes – pneutrap, vectrack e in2care – para monitorar o mosquito. As ações são em parceria com o Ministério da Saúde.
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
Foto: Renata Leite






