Aos 51 anos, Museu Geológico passa a exibir primeiros tectitos identificados no Brasil

O Museu Geológico da Bahia (MGB), localizado no Corredor da Vitória, celebra 51 anos com novidades. As amostras dos geraisitos, primeiros tectitos identificados no Brasil, passam a integrar o acervo do MGB, que é gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O material foi doado pelo Prof. Dr. Alvaro Penteado Crósta, da Universidade Estadual de Campinas, e do pesquisador Gabriel Gonçalves Silva, da Universidade de São Paulo. Os visitantes já podem apreciar de perto essa evolução cientifica na sala de meteoritos.

Os tectitos podem ser definidos como rochas de vidro que são formadas a partir do impacto de grandes meteoritos e se depositam distante do local de impacto. Apenas cinco campos de tectitos eram reconhecidos no mundo. Agora, o Brasil entra oficialmente nesse mapa com a descoberta em Minas Gerais, sendo denominado ‘geraisitos’ em homenagem ao estado.

Também já foram identificadas amostras nos estados da Bahia e Piauí, indicando um campo com uma área de cerca de 900 km de extensão. Com aparência preta e opaca à primeira vista, quando os geraisitos são colocados contra a luz intensa, tornam-se translúcidos, exibindo coloração verde-acinzentada. Podem ter variações de cores e tamanhos, além de assumirem formas variadas como gotas ou esferas, chamadas de aerodinâmicas.

As amostras apresentam composição química que as classifica como dacito e riolito, com alto teor de sílica e baixo teor de água. Além disso, possuem idade máxima de aproximadamente 6,3 milhões de anos, obtida pelo método de datação ⁴⁰Ar/³⁹Ar. A pesquisa segue em construção, contribuindo com a evolução da ciência sobre os tectitos no território nacional, em parceria com pesquisadores brasileiros e de outros países.

Coordenadora técnica do MGB, Elizandra Pinheiro declarou: “A descoberta dos tectitos (vidros de impacto) no Brasil é de grande relevância para a ciência e para a comunidade científica mundial, pois possibilita linhas de pesquisa pouco estudadas em nosso território sobre a história geológica e eventos extraordinários que reconstruíram e moldaram a crosta terrestre. O Geraisito representa uma das raras ocorrências desse material. Para o MGB, o acesso à amostra contribui para o enriquecimento do acervo, pesquisa e a popularização sobre o tema.”

O primeiro museu científico e de geologia do estado foi inaugurado em 4 de março de 1975. Desde então, o MGB é um importante centro de pesquisa, divulgação e preservação do patrimônio geológico baiano, contribuindo para a valorização da ciência no Brasil. O equipamento conta com 15 exposições temáticas, entre elas os salões de Rochas Ornamentais, de Fósseis da megafauna baiana e a sala Universo/Sistema Solar.

O Museu Geológico da Bahia desenvolve projetos de cunho científico, educativo e cultural. Com acervo que ultrapassa 20 mil peças, proporciona aos seus visitantes imersões interativas sobre meteoritos, amostras de diversos minerais e pedras preciosas. Além do cinema, o espaço também tem um aconchegante café, de onde se pode apreciar a obra de arte Flor de Pedras, do artista plástico Juarez Paraíso.

Com funcionamento de terça a sexta-feira, das 13h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h, o MGB oferece visitas pedagógicas para grupos a partir de 15 pessoas, que podem ser agendadas pelo telefone (71) 3115-7971 ou pelo e-mail mgb@sde.ba.gov.br.

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