
Titular do time amador do Fluminense de Feira, secretário municipal, diretor do Museu Regional e do Centro de Abastecimento, tesoureiro do Banco da Bahia, presidente do Rotary Clube e fundador do Clube de Campo Cajueiro, dentre outras coisas, foram marcas deixadas pelo tranquilo professor Antônio Alves Barreto em sua longa e operosa existência.
Cada época é marcada por costumes, personalidades, eventos e fatos que determinam um ciclo de vida, como uma espécie de rótulo, que permanece na história de cada povo, ou pelo menos de alguém. Alguns atravessam décadas e, de algum modo, notabilizam-se pelas suas ações, sejam elas positivas ou negativas. No cenário de Feira de Santana, reduto de um povo bom e trabalhador, Antônio Alves Barreto — “Barreto”, como era tratado — foi uma dessas personalidades que marcaram positivamente pelo trabalho, simplicidade e simpatia.
Filho do casal Lúcio Alves Barreto e Vitória Pereira Barreto, o jovem cheio de energia dedicou-se aos estudos com interesse, concluindo o curso de Magistério no Instituto de Educação Gastão Guimarães (IEGG), na época referência na Bahia na formação de profissionais do magistério, tanto que atraía estudantes interessados em obter a formação de professor, de distantes municípios baianos e até de estados vizinhos. Barreto formou-se ainda em contador.
Na década de 1940, desfrutou da amizade de contemporâneos que tinham no esporte a melhor forma de lazer e entretenimento. “Mente sã, corpo são”. Essa era a máxima predominante. Assim, Barreto praticou basquetebol e futebol, destacando-se no time do Fluminense de Feira entre os anos de 1944 e 1947. Em 1946, o tricolor tinha uma forte equipe e Barreto era titular na ponta esquerda, atuando ao lado de Mosquitinho, Tapioca, Hélio Brasileiro, sargento Régis, Antônio Cerqueira e Mário Porto, dentre outros.
Barreto teve vida pública intensa. Entre 1973 e 1977 foi titular da Secretaria Municipal de Administração na gestão do prefeito José Falcão da Silva. Confiante no trabalho do seu secretário, o prefeito colocou-o mais próximo, como chefe de Gabinete no governo municipal de 1983 a 1988. Antônio Barreto também foi diretor do Museu Regional de Feira (hoje Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira), do Museu Casa do Sertão e tesoureiro da agência local do Banco da Bahia. No governo do prefeito Colbert Martins da Silva, ele foi diretor do Centro de Abastecimento.
Homem de sociedade e dela muito participativo, Antônio Barreto foi um dos fundadores do extinto Clube de Campo Cajueiro (CCC). Rotariano, foi presidente do Rotary Clube de Feira de Santana (1977/1978), foi membro da Santa Casa de Misericórdia e do Aéreo Clube de Feira. Casado com a senhora Ana Leonor Lacerda Barreto, deixou dois filhos: Luciano Lacerda Barreto e Beatriz Barreto de Carvalho. Nascido em 23 de janeiro de 1919, Antônio Alves Barreto faleceu aos 99 anos, em 16 de maio de 2018.
Por Zadir Marques Porto
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Foto: Divulgação – Arquivo ZMP




