Defesa Civil inspeciona prédio na Avenida Otávio Santos e recebe garantias da construtora responsável pela obra

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Nesta sexta-feira (13), a Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec), ligada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, fez uma nova vistoria na estrutura do Centro Médico Otávio Santos, para avaliar a segurança do local e a retomada das atividades. A Defesa Civil havia recomendado a suspensão temporária das atividades, de forma preventiva, na quinta-feira (12), após a inspeção preliminar que identificou um fluxo de água no subsolo do prédio.

Segundo a Defesa Civil, a construtora responsável pela obra e a administração do prédio apresentaram uma documentação com detalhes da construção e uma declaração técnica atestando a estabilidade da estrutura.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Cristóvão Lemos, informou que a presença da Defesa Civil foi solicitada pelos próprios condôminos, que relataram a grande vazão de água e algumas anomalias, a exemplo de rachaduras na estrutura do prédio, e pelo Corpo de Bombeiro, que já tinha estado no local e solicitou uma avaliação técnica por parte da Prefeitura. “Hoje estivemos aqui fazendo uma inspeção e uma reunião com a construtora, que esclareceu muitas dúvidas e forneceu mais informações. O município não agiu com seu poder de polícia, apenas recomendou a suspensão para poder avaliar melhor a situação”.

O engenheiro da Defesa Civil, Gabriel Queiroz, explicou as análises e investigações feitas pela Compdec sobre a origem da água e as decisões para garantir a segurança de quem trabalha e frequenta o local. “Assim que recebemos a notificação do Corpo de Bombeiros, fizemos contato com a administração do prédio, na noite de terça-feira. Eles informaram que estavam bombeando a água e que a situação estava controlada. Verificamos realmente que havia um fluxo ininterrupto, que chegava em torno de 12 mil litros por hora, que é bastante significativo. Em diálogo com a Embasa, verificamos a inexistência de alguma fuga de água na rede, e também descartaram vazamentos internos”.

Ainda segundo o engenheiro, como não havia chovido nos dias anteriores, a probabilidade de ser algo ligado à drenagem pluvial era baixa, mas mesmo assim a Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra) realizou vistoria nas galerias da região. “A única possibilidade seria do lençol freático, mas por uma questão de precaução nós recomendamos a suspensão das atividades até que a gente pudesse entender melhor a situação. Hoje, a empresa que executou o prédio apresentou informações mais substanciadas em relação à parte técnica, informando a existência desse lençol, e relatou que nos períodos de chuva realmente acontece essa elevação. Já há uma diminuição do fluxo, que está mais controlado, e o bombeamento segue de maneira ininterrupta. A empresa também apresentou declaração de estabilidade em relação à estrutura do prédio, assumindo essa responsabilidade, e a gente consegue ter uma maior segurança para que as atividades possam ser retomadas normalmente”.

Responsável pela gestão do prédio, o empresário Jorge Pessoa destacou a importância dos procedimentos para a segurança de todos. “Temos recebido todo o apoio, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, inclusive da própria construtora. E houve um compromisso ontem, inclusive da construtora, de empregar uma forma mais efetiva de fazer a drenagem dessa água que vem do subsolo, já que Conquista e região enfrentam chuvas fora da normalidade”.

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