António Guterres pede fim da guerra e abertura do Estreito de Ormuz

Foto: © ONU/Evan Schneider

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que é tempo de acabar com a guerra e reabrir o estreito de Ormuz.

Convidado para um almoço com os líderes europeus, nesta quinta-feira (19), ele aproveitou a ocasião e ainda fez elogios à União Europeia (UE) e ao multilateralismo europeu.

O secretário-geral chegou ao evento com mensagens claras, sendo a primeira para Israel e para os Estados Unidos. “Já passou da hora de acabar com esta guerra que corre o risco de se descontrolar completamente”.

António Guterres lembrou o sofrimento dos civis, e também os efeitos da propagação do conflito na economia global.

“Causa imenso sofrimento aos civis. E com a propagação na economia global, isto é realmente dramático, com potenciais consequências trágicas, especialmente para os países menos desenvolvidos”.

Além da menção aos Estados Unidos e Israel, o secretário-geral também fez um apelo ao Irã para abrir o Estreito de Ormuz, importante rota de escoamento do petróleo produzido na região do Oriente Médio.

“Parem de atacar os vossos vizinhos. Nunca foram parte do conflito. O Conselho de Segurança condenou estes ataques assim como ordenou que parassem, ordenou a abertura do Estreito de Ormuz”.

“O longo período de fechamento do Estreito de Ormuz causa um enorme sofrimento a muitos povos em todo o mundo que nada têm a ver com este conflito”, prosseguiu.

“É tempo de a força da lei prevalecer sobre a lei da força. É tempo de a diplomacia prevalecer sobre a guerra”.

O secretário-geral da ONU foi convidado pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa. 

A União Europeia quis demonstrar apoio ao trabalho das Nações Unidas e António Guterres reforçou a confiança no multilateralismo europeu:

“Espero – e estou certo – que a União Europeia será absolutamente central nos esforços para criar uma ordem internacional baseada no Estado de direito e na ordem internacional. Na qual teremos mais justiça, em que teremos mais ações climáticas, em que teremos mais controle sobre a evolução das tecnologias e em que prevalecerá o Direito Internacional”.

Fonte: Agência Brasil

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