Alunos do curso de História da Uesb realizam visita técnica no Arquivo Público Municipal

Alunos do curso de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) estiveram no Arquivo Público Municipal para uma visita técnica. A atividade da disciplina de Estágio I contou com roda de conversa, tour pelo Acervo Histórico e uma mostra de registros documentais da cidade.

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Tour pelo Acervo Histórico do Arquivo Público Municipal

Durante a visita, realizada na última semana, os alunos puderam observar mapas e plantas arquitetônicas do século 19, todas pintadas à mão em papel vegetal, uma experiência que demonstra a importância do acesso aos registros do Arquivo Público, segundo avaliou o coordenador do Arquivo, Robson dos Santos. “Um país sem história não existe. A satisfação é que, aqui, nós temos como transmitir conhecimento através da nossa memória, do nosso Arquivo Histórico e mostrar o quanto é importante conhecer o seu passado para nortear o seu presente para, com seu conhecimento, transformar o futuro”.

Ao conduzir a visita, o historiador Jailson Ribeiro, que atua no Arquivo Público há mais de 15 anos, ressaltou o benefício da visita na formação dos alunos. “É uma forma de transformar essa memória documental em história que vai alimentar as gerações futuras”.

Conhecimento que transforma

Durante a atividade, o professor e coordenador do Centro Regional de Memória e História da Uesb, Roque de Oliveira, falou sobre o objetivo da visita, ressaltando a importância do conhecimento do patrimônio histórico-cultural conquistense. “A ideia é demonstrar para os alunos que eles podem, através do Arquivo do Museu da Uesb ou de outros arquivos, elaborar materiais didáticos para o ensino de história nos diversos anos, podendo ser ensino fundamental ou ensino médio”.

Para o estudante do 9º semestre, Pedro Canário, a visitação agregou à sua formação acadêmica. “Eu não achei que plantas de arquitetura do final do século 19 iam ser tão bem feitas, pintadas à mão e tudo mais. É bem interessante ver o crescimento da cidade, porque já era bem grande quando a primeira planta foi feita, 50 mil pessoas é muita coisa. Não imaginava que já era um polo regional”.

Cursando o sexto semestre, Natália Cardoso, afirma que a experiência contribui para o entendimento dos conteúdos ministrados em sala de aula. “É muito legal poder vir dentro do Arquivo Público e ter uma imensidão de documentos, ir decifrando cada coisinha. É ver, na prática, o que a gente aprende, desde o primeiro semestre, que é questionar o documento”.

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