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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (30) que o patriarca latino de Jerusalém teria acesso imediato à Igreja do Santo Sepulcro, depois de ter sido impedido pela polícia de entrar para celebrar a missa do Domingo de Ramos, o que gerou indignação internacional.
“Embora compreenda essa preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades a permitirem que o patriarca realizasse as celebrações religiosas de acordo com o seu desejo”, afirmou Netanyahu.
“Não houve absolutamente nenhuma intenção maliciosa, apenas a preocupação em garantir a segurança do cardeal”, escreveu o gabinete do primeiro-ministro.
“No entanto, considerando que a Semana Santa está começando para os cristãos de todo o mundo, as forças de segurança israelenses estão elaborando um plano para permitir que os líderes religiosos orem (no Santo Sepulcro) nos próximos dias”, frisou. Israel pediu aos fiéis cristãos, judeus e muçulmanos que “se abstenham temporariamente” de visitar os locais sagrados da Cidade Velha por razões de segurança, afirmando que “os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém” foram recentemente alvos de “mísseis balísticos” disparados do Irã.
“Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, lamentou um comunicado conjunto divulgado nesse domingo (29) pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Francesco Ielpo, chefe dos Franciscanos da Terra Santa, “foram impedidos de prosseguir viagem e obrigados a regressar”, acrescentou o comunicado, classificando o ato como “grave precedente” que demonstra “falta de consideração pelos sentimentos de milhares de pessoas em todo o mundo que, esta semana, voltam os seus olhares para Jerusalém”.
No início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações em sinagogas, igrejas e mesquitas, principalmente a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro local mais sagrado do Islã — durante o mês sagrado do Ramadã, e limitaram as reuniões públicas a aproximadamente 50 pessoas.
A polícia justificou a decisão citando o traçado da Cidade Velha e dos locais sagrados, uma “área complexa” que dificulta o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, “representando, por isso, risco real para vidas humanas”.
Em meados de março, destroços de mísseis e interceptadores caíram na Cidade Velha, particularmente perto da Mesquita de Al-Aqsa e da Igreja do Santo Sepulcro, após ataques iranianos.
Fonte: Agência Brasil
