
O coração cultural de Feira de Santana voltou a bater mais forte. Em uma noite marcada por emoção e reencontros, a reinauguração do Centro de Cultura Maestro Miro (CCMM) reuniu dezenas de artistas locais, autoridades e a comunidade em um evento que lotou as dependências do equipamento, reafirmando sua importância vital para a classe artística da região.
Após passar por uma reforma ampla e necessária, o complexo cultural, que abriga o Teatro Ângela Oliveira, o Foyer J. Morbeck, a Galeria de Arte Aliomar Simas (Lili Bolero) e o Acervo Nelson Gonçalves, foi totalmente revitalizado e ressurgiu com melhorias na estrutura física, acessibilidade e iluminação, que alcançam também as seis salas destinadas à realização de oficinas de arte, principalmente dança e música.
Para os artistas feirenses, a reabertura do equipamento não é apenas a entrega de um prédio, mas a devolução de um território de resistência e criação. Uma intervenção necessária realizada pelo governo do prefeito José Ronaldo, capaz de reunir pessoas de todas as gerações e dezenas de artistas e dar voz e vez às mais diversas formas de manifestações culturais.
Aos 86 anos, dona Estelita Morbeck, mãe do cantor feirense J. Morbeck, um dos primeiros cantores da banda Eva e que emprestou seu nome ao foyer do Centro de Cultura Maestro Miro, não poupou esforços para estar presente na reinauguração do equipamento e participar do descerramento da placa da reinauguração ao lado do prefeito José Ronaldo e do secretário de Cultura, Cristiano Lobo.
A reabertura do Maestro Miro também foi prestigiada por cantores de destaque no cenário nacional, como o reggaeman Dionorina; representantes de manifestações culturais como a Quixabeira da Matinha; bailarinas, dançarinas, artistas de teatro, músicos instrumentistas e muitos outros.
A abertura do evento foi marcada pela apresentação do quarteto PentaTon, do Dispensário Santana, e apresentações de coreografias de dança e balé da Earte. O equipamento também foi palco para a apresentação de violino por Sofia Beatriz, criança que arrancou aplausos ao tocar Asa Branca, eternizada na voz do sanfoneiro Luiz Gonzaga.
O Centro de Cultura Maestro Miro foi implantado em 2004, no primeiro governo do prefeito José Ronaldo. E agora passou por reforma geral, com substituição de toda a estrutura, inclusive das 302 poltronas, nova iluminação, ar-condicionado, piso e pintura geral.
Do antigo prédio, conforme observa o secretário Cristiano Lôbo, só permaneceu propositalmente um antigo orelhão, desativado e que ganha a função de artigo de museu, agora estilizado com pintura artística para atrair o público jovem e despertar interesse para conhecer um aparelho que foi suprimido pelo celular.
Foto: Washington Nery





