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Dia Mundial de Conscientização do Autismo: mães atípicas compartilham desafios e superações

Mais do que uma data no calendário, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, é um convite à empatia, à escuta e à inclusão. Em Feira de Santana, mães atípicas transformam desafios em força e compartilham histórias marcadas por amor, aprendizado e superação no cuidado com filhos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No município, essas famílias contam com o apoio do Centro de Referência Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista Dr. Ildes Ferreira de Oliveira (CERTEA), que oferece acolhimento e atendimento especializado. Além do suporte às crianças, o espaço também acompanha mães e responsáveis, com orientação psicológica e suporte para enfrentar as demandas do dia a dia.

Para muitas mulheres, o diagnóstico é um divisor de águas. É o momento em que expectativas são revistas e uma nova realidade começa a ser construída.

A mãe Laura Maria Miranda lembra com emoção do início dessa jornada. “No começo foi difícil entender e aceitar o autismo, até saber lidar com o transtorno. Meu filho Benjamin hoje tem 7 anos, mas foi diagnosticado aos 4 anos por não ser verbal. O sofrimento de mãe atípica é grande, mas minha força vem de Deus. Com o tempo, fui buscando conhecimento, apoio e seguimos no tratamento para evoluirmos juntos”, conta.

Já Helaine Lopes Rodrigues destaca o impacto emocional do diagnóstico e a importância da rede de apoio. “A gente cria expectativas, faz planos, sonha com o futuro dos filhos. Quando vem o diagnóstico, existe medo, insegurança e até um tipo de luto. Por isso, ter apoio é fundamental. Eu não permito que o autismo limite meu filho. Ele precisa ser independente, correr atrás dos sonhos e conquistar seu espaço”, afirma.

A experiência de Iara Marques de Andrade foi diferente, mas igualmente desafiadora. Ela percebeu cedo os sinais na filha. “Notei atrasos na linguagem, na socialização e na fala. Eu já desconfiava, então não vivi o luto, mas passei por um processo de aceitação. Com orientação médica, entendi que o autismo não é doença, é um transtorno. Busquei terapias e acompanhamento. Hoje, Amanda tem 11 anos e está bem desenvolvida”, relata.

As histórias mostram que, apesar dos desafios, o acesso à informação, ao acompanhamento profissional e ao acolhimento faz toda a diferença. Mais do que falar sobre o autismo, o momento reforça a necessidade de construir uma sociedade mais inclusiva, que respeite as diferenças e valorize as potencialidades de cada indivíduo.

Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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