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Sem participação efetiva do poder público, protetores assumem 100% da causa animal em Feira

Apesar dos constantes pedidos de ajuda e do clamor de entidades e protetores individuais, o segmento continua sem contar com o apoio do poder público municipal para desenvolver suas ações. A reclamação é do vereador Pedro Américo (Cidadania), que em discurso na sessão da Câmara desta quarta (8) cobrou mudança de postura das autoridades em relação à temática. O parlamentar se pronunciou, após a fala de duas ativistas da causa animal na Tribuna Livre da Casa, relatando as dificuldades que enfrentam. “Entendo que este pedido delas por socorro como um clamor. E isto é algo que já foi feito várias vezes. Mas, não temos visto avanço prático e efetivo por parte da gestão pública”, criticou.

Para o parlamentar, o Município poderia assumir o protagonismo, como ocorre em outras cidades, seja na castração e controle populacional permanente, seja no enfrentamento a doenças zoonóticas — transmitidas entre animais e seres humanos. Nesse sentido, segundo ele, já há registros de protetores contaminados em Feira. “Mas aqui, eles assumem 100% das ações na cidade, uma vez que não há participação efetiva do poder público municipal”, reforçou Pedro Américo. Enquanto em outros locais as secretarias de proteção animal contam com recursos para desenvolver ações, protetores feirenses organizam abrigos improvisados em suas casas por falta de estrutura.

“São dezenas de entidades e centenas de protetores que precisam de ajuda para desempenhar o trabalho”, disse o parlamentar. Ele solicitou, ainda, que o prefeito José Ronaldo providencie a liberação de recursos de emendas impositivas que foram destinadas a entidades protetoras de animais no Orçamento de 2025. “Nas ações policiais, por exemplo, ao se constatar o crime de maus-tratos a pessoa é levada à delegacia e não se tem onde deixar o animal. Na hora do ‘vamos ver’ é a APA quem assume a responsabilidade em fazer este cuidado”, argumentou, justificando a necessidade do apoio financeiro às entidades.

VERBAS DE EMENDAS

Apoiando a cobrança feita ao Governo Municipal para que assuma a responsabilidade com as ações da causa animal, outros vereadores também se pronunciaram. O presidente do Legislativo, Marcos Lima (União), lembrou que participou de uma reunião há alguns meses, na qual o prefeito José Ronaldo garantiu fazer liberação de emendas da área da saúde para a APA. Um dos objetivos era o de colaborar com a castração. “Tem que se cobrar do secretário Rodrigo Matos (Saúde), pois é algo muito importante”, disse.

“A cobrança relativa ao pagamento de emendas é pertinente, mas deveria ser dirigida aos responsáveis pelas áreas de administração e governo”, opinou Silvio Dias (PT). Ele ressaltou a importância das ações da APA diante da grande quantidade de animais soltos nas ruas. Lulinha da Gente (União) afirmou que tem se colocado à disposição da causa e destinou emenda de R$ 10 mil para uma entidade protetora. Já Galeguinho SPA (União) criticou o não cumprimento de legislações aprovadas na Casa sobre a temática. “De nada adianta criar lei aqui e ela não ser cumprida nem sair do papel”, disse.

O parlamentar também pediu maior atenção do chefe do Executivo Municipal ao Centro de Zoonoses, que, segundo ele, está localizado em área de difícil acesso, sem iluminação e às margens de uma rodovia federal. Ele destacou, no entanto, a importância do órgão no controle de doenças como a esporotricose — micose causada pelo fungo Sporothrix — que pode atingir animais e também ser transmitida a humanos.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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