
A Biblioteca Municipal Arnold Ferreira da Silva comemorou, nesta quarta-feira (08), seus 64 anos de história com uma programação especial que reuniu literatura, educação e manifestações culturais ao longo de todo o dia.
As atividades tiveram início pela manhã, com uma leitura sobre a história da biblioteca conduzida por Isab Almeida, resgatando a trajetória do equipamento cultural e sua importância para a cidade. Em seguida, o público infantil participou de um momento de contação de histórias com Lorena Carvalho, além da distribuição de livros, incentivando o contato com a leitura desde cedo.
Também durante a manhã e a tarde, grupos escolares visitaram o espaço como parte de atividades pedagógicas. A coordenadora Liege Simon destacou a importância da experiência para os estudantes.
“A gente está desenvolvendo um projeto onde as crianças estudam Feira de Santana desde a história até os dias atuais. Já visitamos outros espaços importantes da cidade e hoje foi a vez da biblioteca. Aqui, eles puderam escolher livros, folhear e vivenciar a leitura de uma forma diferente. Foi uma surpresa descobrir que era o aniversário da biblioteca, o que tornou o momento ainda mais especial”, afirmou.
No período da tarde, a programação seguiu com apresentações culturais. A abertura foi marcada por um poema declamado por Jamil Célia, seguido de uma batalha de Hip Hop conduzida por Jaime Mago.
Durante a atividade, artistas do movimento Hip Hop também participaram da programação, levando elementos como rima, DJ e reflexão social para o público. We Dablioe destacou a importância de apresentar essa cultura às crianças. Magrox explicou que o projeto busca incentivar novos talentos nas escolas, principalmente nas áreas de rima e graffiti. Já Petra ressaltou o Hip Hop como ferramenta de expressão, autoconhecimento e quebra de estigmas.
À noite, a programação foi retomada com a abertura de uma exposição, acompanhada de um soneto em homenagem à biblioteca, recitado pelo escritor Djalma Dilton Bastos. Na sequência, aconteceu o lançamento do livro “Quando meu silêncio Pariu Poesia”, da escritora Quézia Carmeiro, seguido de uma roda de conversa com o público.
Emocionada, a autora destacou o simbolismo de lançar sua obra na data comemorativa. “Esse espaço marcou minha infância e minha formação. Estar aqui hoje, nesse momento, é uma honra e um marco na minha trajetória”, afirmou.
A diretora da biblioteca, Maura Rúbia Cedraz, reforçou a importância do equipamento cultural para a cidade, destacando seu acervo e função social.
“Hoje contamos com milhares de livros físicos e digitais, sendo um espaço aberto à comunidade para acesso ao conhecimento e incentivo à leitura”, explicou.
Para o agente cultural Djalma Dilton Bastos, a biblioteca deve ser compreendida como um espaço dinâmico. “Mais do que um local de leitura, ela precisa ser um ponto de encontro da cultura, reunindo artistas, escritores e a comunidade.”
Encerrando as celebrações, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, destacou o papel das bibliotecas públicas na formação cidadã.
“A biblioteca é o coração pulsante da cultura de uma cidade. Nosso compromisso é garantir que esse espaço seja cada vez mais acessível e vivo para a população.”
Com uma programação que atravessou o dia e contemplou diferentes linguagens, a Biblioteca Municipal Arnold Ferreira da Silva reafirma seu papel como um dos principais espaços de cultura e memória de Feira de Santana.
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Foto: José Vitor Costa






