
Quatro exemplares de ouriços pigmeus africanos (Atelerix albiventris) foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto passavam pelo município de Poções, nesta quarta-feira (15). Após a ocorrência, os animais foram encaminhados para os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista.
Segundo a equipe do Cetas, os ouriços estão em boa condição de saúde. Por se tratarem de animais exóticos e não nativos da fauna brasileira, eles seguem em observação e aguardam a decisão do Instituto Nacional do Meio Ambiente (Inema) sobre o destino final. A possibilidade é de encaminhamento para um zoológico em Salvador, caso o órgão ambiental delibere nesse sentido.
De acordo com o veterinário do Cetas, Aderbal Azevedo, os ouriços encontrados não estariam devidamente regularizados. Ele destacou que os animais não tinham nota fiscal e que deveria existir, além da documentação de aquisição, uma declaração do criador responsável pela legalização da origem. “Os animais deveriam estar identificados e manejados adequadamente. Deveriam ter um chip e ser castrados, como medida de segurança e prevenção. Em caso de fuga, no nosso meio, na natureza, eles poderiam se reproduzir”, ressaltou.
O veterinário reforçou o alerta à população: a criação e aquisição de espécies deve ocorrer apenas por meio de canais legalizados, com documentação correta. “As pessoas só devem comprar animais legalizados, com nota fiscal e de criadores registrados. Existe alguns criadores legalizados no Brasil e é dessa forma que a pessoa pode criar sem problema nenhum, sem ter problema com a legislação”, disse.
Além dos ouriços, também ontem uma capivara foi resgatada e passou por avaliação no mesmo centro. O caso ocorreu em área de um estabelecimento situado nas imediações do Distrito Industrial, após ação do Grupo de Apoio ao Meio Ambiente (Gama), ligado à Guarda Municipal. O animal foi encaminhado ao Cetas no mesmo dia.
“A capivara foi trazida pelo Gama, que a resgatou numa construção no Distrito Industrial. Após o resgate, pudemos avaliá-la. Ela está bem e a gente deve fazer a devolução à natureza ainda hoje”, explicou.
A devolução da capivara ocorrerá para uma região compatível com o habitat da espécie, a exemplo de áreas na região do Rio Pardo, próximas a Itambé ou Itapetinga.








