Prefeitura lança projeto “Mergulho na Inclusão” com piscina assistida para crianças com autismo

Foto: Bruno Concha / Secom PMS
Reportagem: Camila Vieira / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador lança, nesta quarta-feira (29), o projeto “Mergulho na Inclusão”, iniciativa voltada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação, promovida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), oferece piscina assistida com o objetivo de estimular o desenvolvimento motor, promover inclusão social e garantir acesso a atividades recreativas em um ambiente seguro e acolhedor.

O lançamento ocorre das 14h às 17h, na sede da Salvamar, na Boca do Rio. Nesta primeira etapa, o projeto contempla 250 participantes. A proposta é criar um espaço adaptado além do lazer, funcionando também como ferramenta terapêutica para o desenvolvimento físico e social das crianças com TEA.

O projeto conta com o apoio da Unifacs e da Instituição Serviço Social Autônomo – SSA Inclusão, iniciativa instituída por lei municipal e voltada ao fortalecimento de políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas com deficiência. Entre suas diretrizes, estão a promoção da acessibilidade, inclusão e ampliação de oportunidades para esse público. 

Nesse contexto, o “Mergulho na Inclusão” surge como uma ação integrada, que reúne poder público e instituições parceiras para oferecer um ambiente preparado, com respeito às necessidades sensoriais e individuais das crianças. A proposta é utilizar a água não apenas para uma atividade recreativa, mas como instrumento de estímulo, bem-estar e socialização.

A presidente do SSA Inclusão, Paula Pitanga, afirma que o projeto nasceu a partir da escuta das famílias e da experiência acumulada em iniciativas anteriores. “É uma extensão do ‘Mar sem Barreiras’. Percebemos que muitas famílias de crianças com deficiência enfrentam dificuldades para acessar espaços de lazer com segurança e acolhimento. O projeto surge como resposta a essa demanda real”, explica.

Segundo ela, a iniciativa amplia a proposta de acessibilidade para o ambiente da piscina, com atenção especial às especificidades sensoriais e comportamentais das crianças com TEA. “É um projeto simples na proposta, mas extremamente significativo no impacto, ao promover inclusão de forma concreta, respeitosa e efetiva”, conclui.

Para o titular da Semop, Décio Martins, o projeto mostra a sensibilidade do poder público ao unir saúde, inclusão e cuidado. “A piscina assistida para autistas é mais um passo importante para construir uma sociedade mais acessível e acolhedora. O projeto vai além da atividade física: representa inclusão, desenvolvimento e acolhimento para essas pessoas, que precisam de espaços preparados e profissionais capacitados”, explica o gestor.

O secretário reforça ainda o compromisso da Prefeitura em criar oportunidades reais de bem-estar e autonomia: “É mais um projeto que oferece estímulos importantes, ao mesmo tempo em que promovemos integração e qualidade de vida para quem mais precisa”.

O coordenador da Salvamar, Kailane Dantas, acrescenta que a iniciativa amplia o papel social da instituição. “Além do serviço ordinário, a Salvamar busca estar cada vez mais inserida no social. Já realizamos ações como o ‘Mar sem Barreiras’, com banho de mar assistido para pessoas com deficiência e idosos, e agora damos mais um passo com a ambientação aquática para crianças e pessoas com TEA”, afirma. 

Segundo o coordenador, o projeto terá continuidade, com a formação de novas turmas. “Será um serviço contínuo. A ideia é que eles aprendam a nadar, se locomover na água e tenham essa vivência no meio líquido, de forma progressiva e assistida”, completa.

Parcerias – A participação da extensão universitária na iniciativa é detalhada pela enfermeira da Unifacs, Djenane Fernandes. “Ajudamos ações inclusivas como componente extensionista de forma voluntária, o que nos permite desenvolver habilidades, aprimorar competências e exercer nossa responsabilidade social enquanto cidadãos e profissionais em formação. A parceria com o SSA Inclusão amplia o alcance das nossas ações junto a pessoas e instituições, possibilitando também a realização de treinamentos e capacitações”, diz a enfermeira.

Djenane acrescenta que a equipe estará diretamente envolvida no suporte às atividades. “Estaremos com voluntários das ligas acadêmicas e dos comitês de voluntariado oferecendo apoio em recreação, logística e cuidados com os participantes, além de realizar demonstrações de primeiros socorros em casos de convulsão, desmaio e engasgo”, finaliza.

Fonte: Prefeitura de Salvador

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