Arraiá da Feira

Polêmica do detergente: população não deve utilizar o lote suspeito de contaminação

Por se tratar de uma questão séria de saúde pública, o caso de provável contaminação de um lote específico de detergente lava louças da empresa Ypê não deveria ter virado polêmica nacional. Preocupado com o tratamento “irresponsável” com que o assunto tem sido tratado por algumas personalidades nas redes sociais, o vereador Professor Ivamberg (PT) fez pronunciamento hoje (12), na Tribuna da Câmara, alertando a população feirense a evitar a utilização do Lote com final 1, conforme orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e recomendação da própria organização fabricante.

Na condição de profissional de saúde (Ivamberg é odontólogo), o parlamentar explicou que a suspeita de contaminação por uma bactéria resistente a antibióticos recai apenas sobre um lote específico do detergente. Respondendo a questionamentos de algumas pessoas sobre a possibilidade de sobrevivência de bactérias dentro de detergentes, ele disse que a situação é possível. “Sobrevive, sim. Pois algumas possuem uma espécie de carapaça (película) biológica que impede as substâncias de penetrarem nelas”, informou o professor. Além disso, detergentes não são feitos para matar a bactéria. Objetivam proporcionar limpeza, observou.

“Então, me preocupa a politização de uma coisa que pode levar a consequências graves e malefícios à nossa população. É melhor aguardar os laudos. E tem os outros lotes que não estão contaminados e podem ser usados”, advertiu Ivamberg. Ele frisou que, caso seja infectado, o indivíduo pode sofrer com problemas de pele e até chegar a óbito.

É MELHOR TER PRECAUÇÃO

Para o vereador Edvaldo Lima (União) não se pode esquecer também que o problema envolvendo esta grande empresa do Brasil pode resultar em centenas de demissões de trabalhadores. E a questão pode estar relacionada a competições entre empresas de outras marcas de produtos de limpeza, observou. Compartilhando da preocupação sobre a forma como tem sido reportado o caso, Jorge Oliveira (PRD) recomendou cautela a toda a sociedade. “Já diziam os mais velhos, canja de galinha e precaução não faz mal a ninguém”, citou.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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