Teerã formaliza criação de organismo para gerir Estreito de Ormuz

Foto: © Reuters/Arquivo/Proibida reprodução

O Irã formalizou nesta segunda-feira (18) a criação de nova agência para gerir o Estreito de Ormuz, via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos que Teerã controla desde o início da guerra.

A Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA) tem agora uma conta oficial, pela qual fornecerá “atualizações em tempo real sobre as operações” no estreito. O anúncio, segundo a Agência France Presse (AFP), foi partilhado nas redes sociais pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.

As prerrogativas desse novo órgão não foram divulgadas de imediato. No entanto, de acordo com a publicação especializada Lloyd’s List, é “responsável pela aprovação da passagem de navios e pela cobrança de taxas de trânsito no Estreito de Ormuz”.

Os navios são obrigados a fornecer informações detalhadas sobre o seu proprietário, seguro, tripulantes e rota de trânsito pretendida, segundo a mesma fonte.

No início deste mês, a emissora estatal iraniana Press TV descreveu a agência como um “sistema concebido para exercer soberania” sobre o Estreito de Ormuz, no Irã.

No domingo, o chefe da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional, Ebrahim Azizi, afirmou que o país tinha “estabelecido um mecanismo profissional de gestão de tráfego” no estreito, que em breve estaria em operação

Desde o início da guerra, que começou no final de fevereiro com uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos (EUA) e de Israel, o Irã insiste que o tráfego no estreito “não regressará ao seu estado pré-guerra”.

No mês passado, Teerã anunciou ter recebido as primeiras receitas das taxas cobradas nessa via estratégica.

O controle iraniano dessa passagem marítima, por onde transita quase um quinto da produção mundial de petróleo, prejudica os mercados energéticos globais e proporciona a Teerã significativa vantagem estratégica.

Por seu lado, os Estados Unidos mantêm o seu próprio bloqueio aos portos iranianos, apesar do frágil cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril.

Fonte: Agência Brasil

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