
Foto: Bruno Concha / Secom PMS
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva e Ronald Guedes / Secom PMS
Tutores de animais elogiaram, nesta segunda-feira (18), o consultório voltado para o diagnóstico e acompanhamento da esporotricose implantado pela Prefeitura de Salvador no Hospital Municipal Veterinário. O novo espaço é resultado de uma parceria da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com a Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), responsável pelo hospital.
O motorista Cláudio Sá, morador de Nova Brasília e tutor do gato Lilo, aprovou o novo consultório. “Para nós que moramos aqui, ficou muito mais acessível. A mãe dele já faz tratamento há quase um ano e agora estamos iniciando o tratamento do filhote, que acabou pegando a doença dela. Ter esse atendimento mais perto facilita bastante”, relatou.
Moradora da região da Ceasa, a dona de casa Sueli Santos tem 14 gatos e levou dois animais com sintomas da doença para atendimento. Ela também elogiou o serviço: “A gente não quer essa doença, já que pode passar para as pessoas também. Tenho um gato em casa fazendo tratamento e agora trouxe mais dois para começar. É importante ter um veterinário acompanhando e ajudando a cuidar deles”.
O serviço chega para reforçar os cuidados com a saúde animal e passa a funcionar como mais um ponto de atendimento para casos suspeitos da doença, fortalecendo a rede oferecida pela Unidade Móvel de Zoonoses (UMZ). Os atendimentos acontecem sempre às segundas-feiras, mediante agendamento prévio pelo Disque Salvador 156, com capacidade para até 13 atendimentos diários. A possibilidade de ampliação futura é avaliada.
A subcoordenadora de Apoio Diagnóstico do CCZ, Ivana Barbosa, reforçou que o novo espaço facilita o acesso da população e amplia a capacidade de acompanhamento dos casos. “O atendimento de animais suspeitos de esporotricose já acontecia em outro ponto da cidade, e agora esse consultório se torna mais uma opção para os tutores. A vantagem de estar dentro do Hospital Veterinário é que, quando há necessidade de exames ou associação com outras medicações, o animal já é encaminhado diretamente para a ala de doenças infectocontagiosas”, explicou.
Segundo Laís Amorim, médica veterinária da Secis, Salvador enfrenta atualmente uma alta incidência de esporotricose, principalmente devido ao grande número de animais em situação de rua. “Infelizmente, a população ainda não tem a consciência de que o animal precisa ser totalmente domiciliado. Isso acaba contribuindo para a infestação constante da esporotricose em Salvador, tornando a cidade uma área realmente zoonótica”, disse.
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Fonte: Prefeitura de Salvador





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