Artesãs expõem criações em crochê em mais uma edição da Expo Mulher no Shopping Center Lapa

Foto: Otávio Santos / Secom PMS
Reportagem: Eduardo Santos / Secom PMS

Aliando arte ancestral e terapia, além de utilizar o crochê como fonte de renda e meio de crescimento pessoal, as artesãs que participam da Crochê Feira expõem suas criações até o dia 31 de janeiro no Espaço Artesanal do Piso L2 do Shopping Center Lapa. A iniciativa faz parte da Expo Mulher, ação desenvolvida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ).

Desde a última segunda-feira (19), a Crochê Feira reúne crocheteiras de idades e inspirações variadas que, durante o horário de funcionamento do centro de compras, apresentam e comercializam sua arte. Esta é a segunda etapa da Feira Feita à Mão – na etapa inicial, durante a primeira quinzena de janeiro, foram comercializados no Espaço Artesanal do Center Lapa itens de papelaria criativa e materiais de apoio pedagógico, relacionados com a temática de volta às aulas.

A Expo Mulher visa incentivar o empreendedorismo feminino em Salvador, valorizando o artesanato e fortalecendo a geração de renda, a economia criativa e o talento das participantes. São realizadas feiras em diversos pontos da cidade, muitas delas em parcerias com shoppings ou em grandes eventos, como o Carnaval, festas juninas, Natal e Réveillon. A captação das artesãs ocorre por meio do Instagram da secretaria (@SPMJ), o que deu origem a um grupo de WhatsApp com aproximadamente 570 mulheres empreendedoras.

A titular da SPMJ, Fernanda Lordêlo, explica que a Expo Mulher é uma ferramenta de inclusão para as mulheres da capital baiana. “A Expo Mulher integra uma ação estratégica da Prefeitura para ampliar espaços de comercialização, visibilidade e fortalecimento dos empreendimentos liderados por mulheres. Ao promover a autonomia financeira, contribuímos diretamente para o enfrentamento dos ciclos de violência e das situações de vulnerabilidade”, afirma a secretária.

Segundo ela, foram realizadas no ano passado 20 edições da Expo Mulher em diferentes pontos da cidade; e a expectativa para 2026 é ampliar a iniciativa e a área de abrangência.

Feira – Em sua segunda edição, a Crochê Feira acontece em cinco estandes rotativos, onde semanalmente as empreendedoras participantes se revezam no trabalho de expor suas criações manufaturadas.

No local, são expostas peças de vestuário, como moda praia, acessórios, chapéus e bolsas. Também há enfeites de corpo, itens de cama, mesa e banho e diversos outros, que fazem parte da memória afetiva de baianos e turistas que lotam o Espaço Artesanal.

A próxima iniciativa da Expo Mulher será a Feira de Carnaval, que acontece a partir do dia 2 de fevereiro, no mesmo local, com a exibição e venda de peças voltadas para o verão e a folia momesca.

Para Cris Xavier, coordenadora da Expo Mulher, a iniciativa auxilia no combate à violência doméstica. “A mulher que tem autonomia financeira tem mais condições de sair de uma situação de violência. Além disso, o crochê é uma arte atemporal, que perpassa por gerações, o que nos permite ter um número imenso de expositoras, que vão se revezar neste trabalho, para que todas possam participar”, aponta.

Edinalva Santiago tem 73 anos, é crocheteira há pouco mais de duas décadas, e hoje tem a prática como aliada do bolso mas, principalmente, da saúde emocional. “Iniciei nessa arte após passar por um período de profunda depressão. Foi uma necessidade na época e o crochê me tirou dessa situação. Com o tempo fui encorajada a participar de feiras, até que conheci a Expo Mulher, que me acolheu, e hoje participo de diversos eventos desse tipo, tendo o crochê como parte muito importante da minha vida. É um negócio, mas é muito mais uma forma de viver e ser feliz”, diz.

Apaixonada pela arte do crochê, a agente de saúde Rose Santos, de 57 anos, se diz encantada com as peças produzidas pelas artesãs da Crochê Feira. “São trabalhos maravilhosos, que precisam ser valorizados de forma correta. Pois é algo feito à mão, peças únicas de mulheres empreendedoras. É fundamental ver esse espaço conquistado por estas mulheres”, aponta.

Nete Nunes, de 47 anos, acredita que o crochê pode ajudar a salvar vidas. “Trabalho com isso desde 2002, com moda casa, roupas e qualquer item que nossa arte nos permita criar. É uma arte milenar que o público ama e nos dá muita alegria em criar, expor e vender, mostrando a coisa real, produzindo e vendendo ‘ao vivo’”, afirma.

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/feira-feita-a-mao-2/ .

Fonte: Prefeitura de Salvador

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