
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS
Reportagem: Iago Maia / Secom PMS
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), entregou à baiana de acarajé Maria Emília Bittencourt, neste domingo (15), a placa de Embaixadora do Carnaval Sustentável 2026.
A honraria foi entregue pelo prefeito Bruno Reis, no Campo Grande. Também participaram Ivan Euler e Walter Júnior, secretário e subsecretário da Secis, respectivamente, além do titular da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Décio Martins.
Concedida há 13 anos, a homenagem tem como objetivo valorizar anualmente duas pessoas que atuam de forma consciente na sociedade, difundindo valores e iniciativas que mitigam os impactos ambientais no dia a dia.
Outro homenageado com o título de Embaixador do Carnaval Sustentável este ano foi o sambista Nelson Rufino. O cantor e compositor recebeu a distinção na abertura da festa, em reconhecimento à trajetória artística e contribuição para o samba, ritmo homenageado na folia soteropolitana em 2026.
Baiana há 65 anos, Maria Emília Bittencourt esteve entre as 15 profissionais capacitadas pelo programa municipal SustentaFolia, com base em pilares de ESG (ambiental, social e governança), empreendedorismo social, economia circular e valorização cultural. A vendedora do tradicional quitute comemorou o reconhecimento.
“É prazeroso e muito gratificante, porque é uma homenagem concedida para poucos. Tive a honra de ser escolhida entre 15 pessoas. Estou muito feliz com esse prêmio”, afirmou.
Ivan Euler destacou a conexão entre cultura e responsabilidade socioambiental na maior festa popular do país. Segundo ele, a escolha dos homenageados busca valorizar pessoas capazes de estimular a coletividade.
“Todos os anos escolhemos pelo menos dois representantes como embaixadores do Carnaval Sustentável. Prioritariamente, buscamos um homem e uma mulher que consigam engajar e mobilizar outras pessoas a adotar práticas sustentáveis. Este ano, escolhemos Nelson Rufino, grande nome do samba, e, pela primeira vez, uma baiana de acarajé, representação máxima da cultura de Salvador e da Bahia. Estamos muito felizes com as escolhas”, disse o secretário.
Capacitação – As 15 baianas capacitadas pelo programa SustentaFolia, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Baianas do Acarajé, aprenderam a aplicar diversas práticas sustentáveis, como descarte adequado de resíduos, produção de sabão a partir de óleo de dendê e cuidados com a higiene, entre outras iniciativas.
“Esse primeiro ciclo das baianas foi muito importante para que elas entendessem como incorporar práticas sustentáveis ao dia a dia. Resgatamos elementos ancestrais já sustentáveis, com menos uso de papel e plástico, e incorporamos metodologias e estratégias para uma cidade mais sustentável e com serviço qualificado”, afirma o subsecretário Walter Júnior.
Fonte: Prefeitura de Salvador




