Caminhada da Mulher reúne vozes contra a violência e reafirma luta por direitos em Juazeiro

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A tarde desta sexta-feira (6) foi marcada por mobilização, união e esperança em Juazeiro com a realização da 35ª Caminhada da Mulher. Promovido pela Prefeitura de Juazeiro, por meio do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM), com apoio da Secretaria da Mulher e Juventude (SMJ) e da Secretaria de Articulação Social e Assuntos Religiosos (SAS), o ato reuniu mulheres, movimentos sociais e representantes da sociedade em um momento de reflexão, resistência e fortalecimento da luta por igualdade e respeito.

Com o tema “Direitos. Justiça. Ação. Para todas as mulheres e meninas”, a caminhada integrou a programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher e reforçou a importância do enfrentamento à violência doméstica, além da defesa de uma sociedade mais justa e igualitária para todas.

O percurso teve início no Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), no bairro Novo Encontro, e seguiu até a Orla II da cidade, levando às ruas mensagens de conscientização sobre o combate ao machismo estrutural e a necessidade de ampliar as políticas de proteção e garantia de direitos das mulheres.

Fundadora da Caminhada da Mulher, Marly Carvalho destacou a importância histórica da mobilização, que acontece desde 1991. “A grande importância é justamente que a gente vê mudanças na sociedade. Quanta coisa mudou nesses 35 anos? Então a gente precisa continuar fazendo parte desses movimentos para que nós possamos alcançar mais espaços nessa sociedade tão machista”, afirmou.

Ao fim do percurso da caminhada, também foi realizada a entrega simbólica de um documento elaborado pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres direcionado à Prefeitura de Juazeiro e assinado pelo vice-prefeito de Juazeiro, Tiano Félix. O ofício propõe a implantação de um protocolo municipal de gestão voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher, com foco na política de “Feminicídio Zero”.

O documento defende a criação de uma rede integrada de atendimento para prevenir a escalada da violência doméstica, articulando serviços de saúde, assistência social, segurança e apoio jurídico e psicológico. A proposta também destaca a necessidade de capacitação de servidores, fortalecimento da rede de proteção, implementação de medidas de acolhimento às vítimas, como abrigo, auxílio-aluguel e criação de protocolos para combater assédio e importunação sexual em espaços públicos e privados.

Para a presidenta do CMDDM, Girlene da Silva, o momento é um chamado coletivo para que a sociedade não se cale diante da violência. “Estamos aqui para o enfrentamento da violência doméstica e tolerância zero. Não podemos silenciar. Aquela pessoa que silencia está protegendo o agressor. Quebre o seu silêncio, proteja a vítima e juntas venceremos mais um ano”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Juazeiro

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