
O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infanto Juvenil comemorou 21 anos de atuação na manhã desta terça-feira (24), durante o II Fórum de Cuidados, Serviços e Memórias, realizado no auditório da Unex. O evento reuniu especialistas e profissionais da rede municipal de saúde mental, e estudantes da área da Saúde para refletir sobre os avanços, os desafios e a importância do cuidado integral voltado a crianças e adolescentes.
A mesa de abertura contou com a presença da subsecretária de Saúde, Valdenice Gonçalves, do coordenador de Saúde Mental, Joadson Andrade, da coordenadora do Caps Infanto Juvenil, Liliana Cotias, e da enfermeira referência técnica da Atenção Primária à Saúde, Cristiane Bastos.
Durante o evento, Joadson Andrade destacou que os 21 anos do Caps Infanto Juvenil representam uma trajetória consolidada de cuidado, com impacto direto na qualidade de vida dos usuários. O equipamento de saúde realiza o acompanhamento de crianças e adolescentes com transtornos mentais severos e persistentes, além de oferecer suporte contínuo às famílias.
“São 21 anos de história acompanhando crianças e adolescentes, bem como seus familiares. O Caps Infanto Juvenil vai além do tratamento clínico; ele promove qualidade de vida. Atualmente, cerca de 4 mil usuários são acompanhados pelo serviço”, ressaltou o coordenador.
O Caps Infanto Juvenil funciona como serviço de porta aberta, com atendimento gratuito de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde. De acordo com Joadson Andrade, não é necessário agendamento para o primeiro atendimento. “A família pode procurar diretamente a unidade, onde será acolhida por uma equipe interdisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, profissionais de enfermagem e médicos”, explicou.
O coordenador também alertou para a importância da atenção dos pais e responsáveis aos sinais apresentados pelas crianças e adolescentes. “Qualquer alteração de comportamento deve ser observada. Quanto mais precoce o acompanhamento, maiores são as chances de êxito no tratamento”, enfatizou.
A subsecretária de Saúde, Valdenice Gonçalves, destacou um estudo que aponta o crescimento dos transtornos de ordem psicossocial, como depressão e ansiedade, entre crianças e adolescentes.
“Os dados revelam a dimensão do desafio e ampliam ainda mais a nossa responsabilidade diante de um adoecimento cada vez mais precoce. O comprometimento dos profissionais é fundamental para que a vida dessas crianças e de seus familiares seja impactada de forma positiva. Parabenizo todos os colaboradores do Caps que lidam diretamente com esse público, oferecendo uma assistência qualificada e humanizada”, pontuou.
Já a coordenadora do Caps Infanto Juvenil, Liliana Cotias, ressaltou a relevância do trabalho em rede para garantir a inclusão social das crianças e adolescentes acompanhados pelo serviço. “É fundamental fortalecer a articulação com a saúde, a educação e a assistência social. Muitas vezes, esses pacientes enfrentam evasão escolar ou dificuldades de permanência na escola, e o trabalho em rede é essencial para assegurar a convivência social e o cuidado integral”, pontuou.





