Censo sobre Doença Falciforme na Bahia será apresentado na 18ª Expoepi

O relato de experiências sobre o Censo das Pessoas com Doença Falciforme da Bahia foi selecionado para participar da 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que será realizada entre os dias 13 e 17 de abril, em Brasília (DF). O trabalho submetido pelo assessor de Relações Institucionais da Fundação Hemoba, Altair Lira, intitulado “Censo das Pessoas com Doença Falciforme da Bahia: Vigilância e Mapeamento do Perfil Epidemiológico e Clínico para Melhoria da Atenção Integral e Subsídio à Gestão Estratégica da Saúde Pública”, será apresentado no evento na Modalidade I – Relato de Experiência. A categoria reúne os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) que tenham desenvolvido experiências bem-sucedidas na área de vigilância, prevenção de doenças e agravos não transmissíveis e promoção da saúde.

Lançado em junho de 2024, o Censo é uma iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em parceria com a Fundação Hemoba, com o objetivo de mapear pessoas com doença falciforme, serviços e profissionais de saúde envolvidos no atendimento às pessoas com doença falciforme no estado. A Bahia apresenta a maior incidência da enfermidade no Brasil, estimada em um caso para cada 650 nascimentos. Em todo o país, estima-se o surgimento de 700 a 1.000 novos casos por ano.

A doença falciforme é uma condição genética e hereditária caracterizada por alterações nas hemácias (glóbulos vermelhos), que se tornam rígidas e assumem formato semelhante ao de uma foice, dificultando a circulação sanguínea e o transporte de oxigênio para órgãos como cérebro, pulmões e rins. A enfermidade é mais frequente em pessoas negras, mas devido à intensa miscigenação da população brasileira, também pode ocorrer em indivíduos de outras origens étnicas.

Promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, a Expoepi tem como objetivo reconhecer e divulgar experiências e pesquisas que contribuam para o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, prevenção e controle de doenças e agravos de interesse da saúde pública. Além de premiar serviços de saúde e trabalhadores do SUS, a mostra também reconhece pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou centros de ciência e tecnologia sem fins lucrativos, bem como representantes de movimentos sociais que contribuam para o aprimoramento das ações de vigilância em saúde no país. Os prêmios podem chegar a R$ 50 mil, conforme a classificação e a modalidade.

#BAHIA

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