Prefeitura realiza demolição de imóveis com risco de desabamento no Boa Vista

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As ações preventivas e emergenciais de acolhimento às famílias mais vulneráveis nesse período de chuva, realizadas pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Segurança Pública e Defesa Social, seguem em todo o município. O objetivo é garantir a integridade física e a segurança habitacional dessas famílias.

Nesta quarta-feira (4), no Alto do Boa Vista, famílias que viviam em condições de extrema vulnerabilidade foram retiradas de áreas consideradas ambientalmente sensíveis, com riscos de desabamento. Mesmo com o monitoramento constante das encostas, a Prefeitura, atendendo a recomendação da Defesa Civil, intensificou o diálogo com os moradores sobre os riscos de permanência deles no local. Após o direcionamento das famílias, os imóveis, cujas condições, além de inabitáveis, ofereciam riscos de desabamento, foram demolidos.

A ação conjunta contou com a participação de várias secretarias, a exemplo de Segurança Pública e Defesa Social (SMSP), Desenvolvimento Social (Semdes), Infraestrutura Urbana (Seinfra), da Serviços Públicos (Sesep), Meio Ambiente (Semma) e do Simtrans.

A operação, orientada por laudos técnicos da Coordenação de Proteção e Defesa Civil (Compdec), ocorreu de forma pacífica, resultando na remoção de quatro construções em área de encosta, evitando riscos à vida dos cidadãos em caso de novas chuvas. Secretário de Segurança Pública e Segurança Social, Cristóvão Lemos destacou como a condução da situação pelo Governo Municipal, amparada em laudos técnicos da Defesa Civil e em ações preventivas do Comitê de Gerenciamento de Crise, garantiu uma resposta humanizada e com responsabilidade social.

“Foi feito um levantamento antes com laudos da Defesa Civil, mostrando que essa é uma área de risco. Fizemos um plano de ação integrado, com todas as secretarias envolvidas e a execução sendo desencadeada sem intercorrências. As equipes fizeram uma inspeção antes nas casas para verificar que não tinha mais objetos pessoais. Foi encontrado um animal, um cachorro dentro de uma residência, e nós retiramos através do Gama e vamos levar esse animal para a casa de um parente do tutor”, disse Lemos.

Segundo a coordenadora municipal da Defesa Civil, Rosa Freitas, a prioridade é a preservação da vida, principalmente em casos onde a insalubridade e o risco de desabamento são iminentes. “Identificamos pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo um indivíduo com problemas de saúde que não podia permanecer no local. É necessário tomar decisões firmes em áreas de risco para evitar tragédias”, pontuou Rosa, destacando que o local se trata de uma área de risco já mapeada pelo Serviço Geológico do Brasil – SGB/CPRM.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), que presta assistência às famílias, informou que, até o momento, quatro núcleos familiares foram realocados para outras residências por meio do aluguel social, sem necessidade do uso de abrigos públicos provisórios. 

Seguindo recomendação da Defesa Civil, por meio de laudo técnico, e para garantir que o ciclo de risco seja interrompido, a Prefeitura optou pela retirada das estruturas desocupadas. As áreas condenadas serão inutilizadas, para evitar que novas famílias retornem a locais onde o desabamento é uma ameaça constante.

Como medida secundária de mitigação, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) esteve no local por duas vezes hoje para realizar a retirada de galhos de árvores que ameaçavam cair em umas das casas desocupadas.

Entretanto, o trabalho técnico esbarrou na gravidade do cenário habitacional. Em uma das residências monitoradas, os técnicos identificaram que é impossível remover o risco vegetal: qualquer tentativa de corte faria com que grandes galhos caíssem diretamente sobre a casa. Essa constatação reforçou a decisão da Prefeitura pela retirada obrigatória da família, uma vez que a permanência no imóvel tornou-se totalmente inviável e perigosa.

Na noite de segunda-feira (2), máquinas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) realizou reparos emergenciais para redirecionar o fluxo da água, mitigando o impacto direto sobre as casas.

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