
Foto: Divulgação
Texto: Eduardo Santos/ Secom PMS
Um encontro marcado para esta quarta-feira (21), no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado na Rua das Vassouras, Centro Histórico, visa reforçar o combate à intolerância religiosa na capital baiana. Promovido pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur), o bate-papo acontece entre 14h e 17h, com entrada gratuita. As inscrições podem ser realizadas no link https://forms.gle/Va8FzKompqV7uJ6B6.
A atividade ocorre em alusão ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e tem o lema “Respeitar é sagrado. Intolerância religiosa é crime”, reforçando o direito à liberdade religiosa, tradições, saberes e espiritualidades para a construção de uma sociedade mais justa e plural.
Participam do encontro o Pai Raimundo de Xangô, do Centro Umbandista Paz e Justiça; Ebomi Nice, do Terreiro da Casa Branca; Mãe Jaciara Ribeiro, do Terreiro Abassá de Ogum; o babalorixá Vilson Caetano; padre Lázaro Muniz; o líder espírita Ivan César Garcia e a professora Germana Pinheiro. A mediação do encontro ficará a cargo da jornalista Cleidiana Ramos.
“A roda de diálogo com lideranças religiosas católicas, espíritas, evangélicas, do candomblé e da umbanda busca discutir a necessidade do respeito religioso, pois entendemos que as religiões de matriz africana sofrem até hoje por praticar algo que se originou na África, assim sofrendo um número maior de agressões e violências em relação a outras religiões praticadas por aquelas não negras”, explica Isaura Genoveva, titular da Semur.
Segundo a secretária, o objetivo desse encontro é formar o compromisso da gestão municipal no enfrentamento ao racismo religioso. “Este evento ajuda a mostrar que há respeito entre as religiões, e que, cada um dentro de sua crença, pode cultuar e reverenciar a Deus à sua maneira com respeito e sem fazer mal ao outro, de modo a ampliar essa discussão”.
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi criado em 2007, como alerta às agressões sofridas sete anos antes pela ialorixá Mãe Gilda de Ogum, que teve seu terreiro, o Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador, alvo de intolerância religiosa.
Fonte: Prefeitura de Salvador




