Estudantes de escola estadual defendem foco em arborização para prevenção a desastres em Feira

Estudantes da Escola Estadual Santo Antônio, através do Projeto “Respira Feira, Verde”, estão defendendo que o Município passe a focar em uma política de arborização no intuito de criar uma proteção natural à ocorrência de desastres. Representando os organizadores da iniciativa no colégio, os alunos Henrique Lima Rios e Antony Raymond dos Santos Bispo apresentaram a sugestão durante o uso da Tribuna Livre da Câmara, nesta quinta-feira (26).

A proposta surgiu de um trabalho escolar que pretendia elencar soluções para os problemas ambientais da cidade, explicou Henrique Lima. A ideia conquistou o apoio do corpo docente, da direção escolar e atraiu a atenção de pessoas de fora da comunidade escolar. A abordagem de um problema crônico de Feira, o descaso ambiental que afeta diversas áreas, pode ter sido o fator de sensibilização, observa o estudante, lembrando o nome de Talita Bastos e Iago Ribeiro, demais colegas da esquipe criadora do projeto.

Segundo ele, os benefícios de uma “cidade verde” vão desde a diminuição da temperatura em até 8 graus Celsius (estimativa da Organização das Nações Unidas/ONU), impacto positivo no bem-estar psicológico da população e na normalização do regime de chuvas, por exemplo. A falta de florestamento culmina em estações chuvosas mais intensas ou estações secas mais acentuadas, disse o estudante, citando estudo realizado no Reino Unido.

“Árvores deixam a cidade esteticamente atraente, o que mobiliza o olhar de turistas, investidores e imigrantes, e consequentemente, aumenta o movimento da economia local”, argumentou Henrique Lima. O jovem lamentou que em Feira esteja ocorrendo um intenso processo de expansão e urbanização, que não se fundamentam na arborização. Ao contrário, criticou ele, há destruição e até substituição completa das paisagens naturais. Isto estaria em desacordo com orientações da ONU, por exemplo, que recomenda a existência de três árvores por habitantes na cidade.

“Em Feira, tem uma para cada sete pessoas. Ou seja, é 21 vezes menor que o recomendado. E isso tem consequências, como o calor extremo que vimos recentemente”, disse, referindo-se ao registro de 37 graus por termômetros na cidade. Um problema, na opinião do estudante, diretamente relacionado à falta de política de arborização no Município. Ademais, apesar de existir cerca de 50 lagoas, a maioria está morta, o que deixa o solo propício para rachaduras e erosões. “Um trabalho focado em arborização poderia criar uma drenagem natural”, ponderou.

Também em pronunciamento na Tribuna Livre, Antony Raymond lembrou que a questão da impermeabilização precisa ser discutida além dos ambientes universitários e de pesquisas, pois é apontada como uma das principais causadoras de inundação. Para atenuar este tipo de problema, o projeto “Respira Feira, Verde” propõe a revitalização ambiental de áreas com pouca ou nenhuma cobertura vegetal, a criação de modelo com novos territórios adaptáveis a situações futuras, de acordo com o estudante. Por fim, Antony Raymond cobrou engajamento dos jovens feirenses à causa ambiental.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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