Fundação Hospitalar realiza ato para sensibilizar sobre as causas e consequências dos partos prematuros

A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, realizou na manhã desta segunda-feira (17) um ato simbólico em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade, celebrado internacionalmente em 17 de novembro. O gesto, marcado por fumaça roxa — cor símbolo da campanha — e soltura de balões, ocorreu no estacionamento do Ambulatório de Pediatria do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos e as consequências do parto prematuro.

A programação do mês inclui palestras, rodas de conversa e capacitações sobre o Método Canguru, reforçando o apoio às famílias e o compromisso com a redução dos riscos associados à prematuridade.

A diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou que a data reforça a importância de fortalecer políticas públicas voltadas ao cuidado neonatal. Ela também anunciou que haverá um Ato Político na Câmara Municipal de Feira de Santana, às 9h desta terça-feira (18), para ampliar o debate sobre o tema.

“Esse é um momento importante para ressignificar as ações realizadas ao longo do ano, valorizando desde a orientação às famílias até os cuidados especializados oferecidos às mães e aos recém-nascidos prematuros”, ressaltou Gilberte.

O Complexo Materno-Infantil do Hospital da Mulher é referência no cuidado a bebês prematuros, fortalecendo diariamente o vínculo entre família e recém-nascido por meio do Método Canguru, praticado na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa).

Entre janeiro e outubro de 2025, o hospital registrou 766 nascimentos prematuros, representando 11,4% dos 6.743 partos realizados no período.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde:

340 mil bebês nascem prematuros por ano;

São 931 por dia;

Ou 6 bebês prematuros a cada 10 minutos;

Mais de 12% dos nascimentos acontecem antes das 37 semanas.

Os prematuros são classificados em:

Prematuros extremos: nascidos antes de 28 semanas, com maior risco devido à fragilidade clínica;

Intermediários: entre 28 e 34 semanas;

Prematuros tardios: entre 34 e 37 semanas — grupo que mais cresceu nos últimos anos e preocupa a saúde pública.

A coordenadora da UCINCa, Emilly Mendonça, reforça a relevância do Método Canguru:

“O contato pele a pele faz toda a diferença para o bem-estar e o desenvolvimento do recém-nascido, independentemente da fase do tratamento.”

Ela destaca benefícios amplamente reconhecidos pela equipe multiprofissional, como:

Promoção do vínculo afetivo;

Estabilidade clínica do bebê;

Estímulo ao aleitamento materno;

Redução do risco de infecções;

Desenvolvimento neuropsicomotor;

Inserção da família no cuidado.

Já a coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Layze Sampaio, ressalta os avanços da unidade:

“Os desafios são grandes, principalmente para os bebês que nascem antes das 34 semanas, devido à imaturidade dos órgãos. Mas estamos preparados, com equipes de neuropediatria, cardiologia pediátrica, fonoaudiologia e fisioterapia, para oferecer um cuidado completo.”

A Fundação Hospitalar reforça que o Método Canguru é um modelo de cuidado humanizado e integral que reconhece a família como parte essencial no processo de recuperação e desenvolvimento dos recém-nascidos prematuros. As ações do Dia Mundial da Prematuridade buscam ampliar a conscientização e fortalecer políticas públicas para garantir mais qualidade de vida a essas crianças e às suas famílias.

Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

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