Inema amplia ações de conservação da flora e reforça integração entre ciência e gestão ambiental na Bahia

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) vem fortalecendo seu papel na proteção da biodiversidade baiana ao unir ciência, gestão ambiental e políticas públicas em ações estratégicas de conservação da flora. Entre essas iniciativas, o órgão deu início às tratativas para a implantação do Programa de Monitoramento da Flora na Bahia, por meio da Coordenação de Gestão da Biodiversidade (CGBIO), com base nas metodologias do Programa Monitora, coordenado nacionalmente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O monitoramento será realizado diretamente em campo, utilizando a metodologia da Cruz de Malta, ferramenta reconhecida nacionalmente e aplicada no Componente Flora – Alvo Florestal do Programa Monitora. A metodologia permite acompanhar de forma padronizada a vegetação nativa ao longo do tempo, reunindo informações sobre a estrutura das florestas, regeneração natural, ocorrência de espécies indicadoras e sinais de impactos ambientais. Esses dados são fundamentais para orientar decisões mais eficientes sobre conservação, restauração e manejo da vegetação.

As ações de monitoramento se somam ao trabalho já desenvolvido pelo Inema no sul da Bahia, por meio do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Árvores Ameaçadas de Extinção do Sul da Bahia (PAN Hileia Baiana). Com vigência entre 2023 e 2028, o plano abrange cerca de 40 mil quilômetros quadrados e envolve 36 municípios inseridos no bioma Mata Atlântica — um dos mais ricos em biodiversidade e, ao mesmo tempo, um dos mais ameaçados do país. No âmbito do PAN, são acompanhadas 218 espécies arbóreas ameaçadas de extinção, além de outras 216 espécies que se beneficiam indiretamente das ações planejadas.

Nesse processo, o Inema atua como articulador institucional, promovendo a integração entre pesquisadores, gestores públicos e diferentes esferas de governo, com ações organizadas nos eixos de pesquisa, manejo, comunicação e governança. Essa articulação tem gerado resultados concretos para a conservação da biodiversidade.

Conservação aliada à ciência
Um exemplo desse trabalho integrado foi a descoberta da nova bromélia Wittmackia aurantiolilacina, registrada no Parque Nacional do Alto Cariri, no extremo sul da Bahia. A identificação da espécie foi realizada por pesquisadores do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora/Jardim Botânico do Rio de Janeiro), durante uma expedição relacionada às ações do PAN Hileia Baiana.

Para a coordenadora de Gestão da Biodiversidade do Inema e articuladora do PAN, Mara Angélica dos Santos, a descoberta reforça a importância da atuação institucional do órgão. “O Inema tem um papel fundamental na articulação e no fortalecimento do PAN, criando as condições necessárias para que a pesquisa científica avance. A descoberta dessa nova espécie é resultado do trabalho dos pesquisadores, mas evidencia como a gestão ambiental integrada potencializa resultados concretos para a conservação”, destaca.

Segundo Mara Angélica, a experiência bem-sucedida do PAN Hileia Baiana e a implantação do Programa de Monitoramento da Flora abrem caminho para novos avanços. “Em breve, o Inema pretende aplicar a mesma metodologia nos parques estaduais do sul da Bahia, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade e fortalecendo as estratégias de conservação nas unidades de conservação sob gestão estadual”, afirma.

Ao investir em ações baseadas em evidências científicas e no fortalecimento do diálogo entre ciência e gestão pública, o Inema reafirma seu compromisso com a proteção da Mata Atlântica, com a valorização do patrimônio natural baiano e com a construção de políticas ambientais cada vez mais eficazes e transparentes para a sociedade.

#BAHIA

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