Investimentos de R$ 21,5 milhões para estudar Medicina em Cuba gera debate na Câmara

O investimento de R$ 21,5 milhões que o Governo do Estado da Bahia fará para custear 60 estudantes de Medicina em Cuba despertou a atenção do vereador José Carneiro (UB), que classificou o caso como “absurdo”. Ele compreende que o Estado deveria investir nas universidades estaduais, já que as diretorias da UEFS, UNEB e outras, frequentemente reivindicam destinação de recursos.

O critério para a cobertura total dos custos, destacou o parlamentar, é que o aluno tenha participado de movimentos ligados ao Partido dos Trabalhadores, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- MST. “O edital prioriza estudantes de baixa renda e moradores da zona rural, mas devem ser jovens com histórico em atuação social, incluindo o MST”, pontuou.
O petista Professor Ivamberg (PT) confirmou que os custos são para estudantes residentes na zona rural, “que não podem pagar o curso”. Já os vereadores Edvaldo Lima e Ismael Bastos, ambos do União Brasil, são contra esse financiamento. “Cuba não é referência de nada. O presidente quando necessitou de assistência médica, foi atendido por um profissional de outro país”, lembrou Ismael. Na visão de Edvaldo, Ivamberg está “passando pano” para a situação.

Para Pedro Américo (Cidadania), o petista está tentando esconder um grande problema: “O Governo não conseguiu estruturar as universidades estaduais, para acolher os estudantes e permanecer com eles aqui”. Ele entende que manter estes estudantes em Cuba é utilizar uma cortina de fumaça para “ajudar” o país.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

#FEIRA DE SANTANA

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