Iridologista há mais de 40 anos diz que o SUS reconhece essa atividade

Falar em iridologia há alguns anos – mesmo sendo essa uma terapia milenar – despertava ao público mais curiosidade do que interesse. Todavia, o exame pela íris vem sendo praticado cada vez mais no Brasil, a exemplo do que ocorre em outros países. O experiente terapeuta naturista Teodomiro Marinho destaca que exames iridológicos podem ser feitos pelo SUS.

Há mais de quatro décadas praticando a iridologia, ele considera importante o gradativo crescimento no reconhecimento dessa milenar terapia que “tem citações bíblicas” e, no mundo moderno, foi aplicada inicialmente, de maneira formal, na cidade europeia de Budapeste, pelo médico húngaro Ignatz von Peczely, a partir de 1840. Como um missionário, o terapeuta naturista Teodomiro Marinho vem exercendo a profissão com dedicação – o que inclui orientações sobre alimentação e atividades físicas. Atendendo muitas pessoas em diferentes cidades da região Nordeste, ele coloca com sucesso essa forma de diagnosticar sem causar efeitos negativos ao organismo do paciente.

Natural do município de Cícero Dantas, mas radicado há bom tempo em Feira de Santana, Teodomiro Marinho observa que a alimentação adequada é o ponto fundamental para a saúde humana e estabelece uma relação de produtos que fazem parte das refeições diárias e que contribuem diretamente para alterações orgânicas indesejáveis. Ressalta que, mediante o uso da iridologia – exame da parte colorida dos olhos (a íris) –, é possível fazer uma profilaxia orgânica e mental do paciente, indicar os órgãos afetados e realizar o tratamento necessário.

“Uma das informações valiosas que podem ser obtidas mediante o exame iridológico é o estado de toxicidade do organismo, por conta dos maus hábitos alimentares, uso de drogas e eliminação ineficiente de substâncias tóxicas”, garante Marinho. Destaca que 45% do mapa da íris revelam a parte superior do corpo humano: ouvido, medula, alucinação – capacidade mental, sensibilidade – animação da vida – cinco sentidos, força do ego, fala apreendida, olho, habilidade mental, nariz, língua saburrosa, cérebro sensório, cérebro fisiológico, cérebro motor, cérebro psicológico, tireoide, amígdalas, pescoço, ouvido, ombro, hipófise e pineal.

Palestrante, inclusive em diversas faculdades, Teodomiro Marinho ressalta que desde janeiro de 2007 o exame da íris passou a ser feito através do Sistema Único de Saúde (SUS): “o diagnóstico é acessível, objetivo e direto”, e isso já ocorre em vários estados, incluindo a Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. A iridologia, portanto, esclarece ele, é um tratamento reconhecido oficialmente.

Lembra Marinho que “o Tribunal de Justiça da Bahia fez a regulamentação das terapias naturais em agosto de 2006, quando nenhuma portaria estava valendo no Brasil. Essa regulamentação da Justiça serve de jurisprudência, ou seja, pode ser copiada por todos os estados brasileiros” e, desse modo, ressalta, “as terapias naturais e o exame da íris (iridologia) podem ser usados por todos os profissionais de saúde do Brasil”.

Destaca também que os terapeutas naturistas hoje têm entidades de classe em nível nacional e estadual, das quais ele faz parte. O Sindicato dos Terapeutas Holísticos da Bahia (SINTH-BA) é o órgão oficial de classe. A iridologia é uma ciência ainda pouco desenvolvida no Brasil, mas não é algo recente que necessite de estudos para se firmar. Ela tem citações na Bíblia, era conhecida na China antiga e vem sendo utilizada há muito tempo por médicos naturalistas, homeopatas e leigos estudiosos em diversos países, como França, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, e os vizinhos Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México.

“Há três mil e quinhentos anos esse exame se tornou conhecido e pessoas foram escolhidas para praticá-lo. Como os sábios da Bíblia só entendem de teologia, até hoje ainda ignoram que esse exame faz parte da pregação evangélica”, observa o terapeuta. O exame específico é feito com o apoio de um mapa que indica as áreas correspondentes aos órgãos e emoções.

Até pouco tempo, o iridologista fazia uso de uma lupa; hoje ele já dispõe da iridocâmara, equipamento moderno que, além de facilitar o exame ou torná-lo mais prático por fazer parte da moderna tecnologia, permite ao paciente conhecer como está o órgão examinado, o que antes só era possível para o terapeuta. Concluindo, diz Teodomiro Marinho que “esse exame elimina cerca de 80% dos exames de laboratório e, como o ministro da Saúde disse que 80% dos exames de saúde de imagem do SUS sempre dão resultado ‘normal’, isso significa jogar dinheiro fora”.

Por Zadir Marques Porto

Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

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