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Jorge Cazumbá: a língua portuguesa esteve sempre em primeiro lugar

Risonho, simples, sem qualquer sinal de petulância, Jorge Cazumbá foi um mestre da Língua Portuguesa, dentro e fora da sala de aula. Como funcionário público municipal, seu trabalho foi reconhecido pelos gestores com os quais atuou, pela competência e dedicação. No rádio, levou com praticidade a correta conversação no idioma pátrio. Sua imagem, como não poderia deixar de ser, deixou marcas.

A individualidade é o que distingue o ser humano, assim como a sua digital. Cada um nasce com uma vocação, talvez mesmo com a sua trajetória de vida previamente traçada, embora, assim falando, possa parecer um pensamento fatalista. Mas é apenas uma forma metafórica de “abrir uma estrada” para poder alargá-la, falando de alguém. No caso, falar sobre Jorge Cazumbá (Jorge Antônio de Araújo Cazumbá), dedicado filho do respeitado casal Jorge Cazumbá e Anita de Araújo Cazumbá, de raízes fincadas no vizinho município de São Gonçalo dos Campos, cuja afetividade com Feira de Santana pode ser medida pela distância de apenas 20 quilômetros.

Jovem como tantos outros de sua época, Jorge Cazumbá nunca se negligenciou dos estudos e sempre esteve às voltas com livros e jornais, demonstrando uma tendência nata para o domínio do idioma pátrio. Assim, não foi surpresa vê-lo concluído, com brilho, o curso de Letras Vernáculas oferecido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Em 1994, chegou a outro marco importante na sua trajetória de vida, ao receber o diploma do curso de Direito pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL).

Mercê de suas qualidades e capacidade, em 1975 o jovem professor Jorge Cazumbá assumiu o cargo de diretor da Escola Agripina Lima Pedreira, em São Gonçalo. Em Feira de Santana, lecionou Língua Portuguesa, Literatura e Redação no Colégio Super Star, Colégio Estadual Assis Chateaubriand, Colégio Anísio Teixeira e Colégio Nobre. Foi professor de redação do curso pré-vestibular PhD e de cursos preparatórios para vestibular. Conhecendo o trabalho do seu conterrâneo e colega de profissão, o prefeito de Feira de Santana, José Raimundo Pereira de Azevedo (1994/1996), nomeou-o como chefe de gabinete durante a sua gestão. Posteriormente, Jorge Cazumbá foi assessor de gabinete do prefeito José Ronaldo de Carvalho, e sua ação positiva no serviço público esteve presente ainda como chefe do Departamento de Produção de Atos do Poder Executivo e redator oficial.

Produzindo textos oficiais, incluindo leis municipais e revisando todo o material que seria publicado no Diário Oficial do Município de Feira de Santana, ele permaneceu contribuindo com as gestões dos prefeitos Tarcízio Pimenta e Colbert Martins da Silva Filho. Durante bom tempo, atuou no rádio feirense, em especial no Programa da Manhã, na Rádio Sociedade de Feira, de grande audiência regional consolidada pela indiscutível qualidade do comunicador pernambucano Tanúrio Brito, que, como um maestro, exerce seu trabalho buscando sintonizá-lo não apenas como instantes de puro entretenimento, mas também como instrumento de repasse de educação e cultura. Jorge Cazumbá também ocupou um bom espaço na Rádio Subaé, no quadro “Na Ponta da Língua”.

Nascido em 16 de setembro de 1948, em São Gonçalo dos Campos, Jorge Antônio de Araújo Cazumbá faleceu em Salvador, aos 76 anos de idade, no dia 22 de janeiro de 2024. Foi sepultado no Cemitério Jardim Celestial, nesta cidade, e o prefeito Colbert Martins Filho, reconhecendo a importância do seu trabalho como funcionário público municipal, decretou luto oficial no município.

Por Zadir Marques Porto

Fonte: Prefeitura de Feira de Santana

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