A terceira noite do Juá Literária celebra a alma africana e nordestina do povo juazeirense

Secretaria de Educação e Juventude – SEDUC

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“Esse festival era o que faltava para fazer Juazeiro retornar ao que sempre foi, uma cidade artística, uma cidade cultural”. Essas foram as palavras da jovem Raquel Santos, que cresceu ouvindo sobre grandes nomes filhos de Juazeiro e hoje entende o porquê. Juazeiro é mãe da arte e da cultura.

A terceira noite do Festival Juá Literária, no espaço “Canções do Rio” provou esta verdade, foi uma viagem pelos tambores da ancestralidade, mas também pelos acordes da alma nordestina e da MPB. Uma noite em que arte, música e palavra se encontraram sob um céu estrelado e uma orla cheia de cores, pulsando história, identidade e emoção.

O Grupo Griô Educacional abriu as apresentações com um espetáculo que fez o público viajar pela história do berço da humanidade. Com tambores, danças e vozes que ecoavam liberdade, o grupo trouxe à cena a força da musicalidade africana e suas conexões profundas com a cultura brasileira.

Músicas pulsantes, cheias de ritmo e africanidade, mostraram que as raízes africanas não apenas resistem, mas florescem em cada canto no nosso país.

Na sequência, o palco se transformou em uma verdadeira encruzilhada, um ponto de encontro para sons, corpos e essência ancestral que incendiou o ambiente com ritmo, força e poesia. Cada batida parecia invocar memórias de um povo que chegou forçadamente, mas que com fidelidade à sua fé e tradição, remendou os pedaços de uma história e construiu maneiras de manter sua crença viva e pulsante. O espetáculo Encruzilhada é uma colaboração musical que reúne a cantora Camila Yasmine, a instrumentista Carina Oliveira e o DJ Werson.

Logo depois, o público foi transportado para uma Bahia de fé e balanço com Ana Mametto. A cantora baiana, dona de uma voz solar, trouxe um repertório vibrante, que passeia entre o axé, o samba e os cânticos de roda, com a força das mulheres e da herança afro-brasileira.

E não poderia faltar o som da sanfona no meio disso tudo. A noite caminhava para o fim com a entrada do Quinteto Sanfônico do Brasil, um grupo cheio de tradição, que usou a sanfona para dar ritmo à vários clássicos da cultura nordestina. Crianças, pais, casais, a festa era de todos e ninguém ficou parado.

Para acompanhar o quinteto, Mariana Aydar subiu ao palco cantando Feira de Mangaio com sua energia peculiar e arrebatadora. A cantora trouxe seu carisma, sua voz livre e seu jeito de quem canta com o corpo inteiro.

O encerramento veio com Nilton Freitas que entrou em cena homenageando grandes nomes da música nordestina como Manuca Almeida, Targino Gondim e Raimundinho do Acordeon em uma versão emocionante de Esperando na Janela. A mistura de MPB com um toque nordestino e regional contagiou o público fiel que só foi embora após a última música ser cantada. O fechamento perfeito para uma noite que celebrou a vida em todas as suas sonoridades.

Juazeiro adormeceu embalada pela música, pela alegria e pela emoção de uma noite inesquecível. O Festival Juá Literária mostrou, mais uma vez, que a cultura viva, vibrante e pulsante é o que move, inspira e aquece o coração criativo e acolhedor do povo juazeirense.

Fonte: Prefeitura de Juazeiro

#JUAZEIRO

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