
O Ministério Público da Bahia sediou nesta quinta-feira, 22, a Reunião do Fórum Interinstitucional para a Promoção dos Direitos Humanos da População Negra na Bahia, uma iniciativa em parceria Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Alinhada com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 18 (ODS 18) – Igualdade Étnico-Racial, a iniciativa busca fortalecer ações conjuntas para enfrentar desigualdades históricas e promover os direitos humanos da população negra, por meio da cooperação entre instituições do sistema de justiça, órgãos públicos, universidades, sociedade civil e organismos internacionais.
O reuniu representantes de diversas instituições públicas, universidades e movimentos sociais. Participaram da mesa de abertura o procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, a promotora de Justiça Lívia Sant’Anna Vaz e o coordenador local do PNUD, Leonel Leal Neto. Durante a abertura, a promotora de Justiça Livia Sant’Anna Vaz destacou o caráter coletivo do fórum e a importância da atuação conjunta no enfrentamento ao racismo. “Esse fórum não pertence a uma única instituição, mas é construído de forma interinstitucional, com a participação de órgãos do sistema de Justiça, secretarias estaduais e municipais, universidades e movimentos sociais. É um espaço para unir e articular esforços, para que possamos avançar no enfrentamento do racismo e na promoção da igualdade racial. Essa construção precisa ser feita com a sociedade e com os movimentos sociais, a partir da escuta e do diálogo”, afirmou. Além disso, a promotora Lívia Vaz também ressaltou o papel pioneiro da Bahia em políticas e iniciativas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial, destacando a atuação do Ministério Público da Bahia e de outros órgãos públicos como referências nacionais.
O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia enfatizou a relevância do fórum para o Ministério Público e para o avanço dos direitos humanos da população negra. Ele ressaltou a importância do engajamento institucional. “Trata-se de uma causa que exige união, urgência e compromisso de todas as instituições. Espaços como este são fundamentais para que possamos avançar de forma concreta”, destacou.
Representando o PNUD, Leonel Leal Neto afirmou que o fórum se propõe a ser um espaço permanente de diálogo, escuta e construção coletiva, com foco em resultados concretos. Ele ressaltou que o combate ao racismo institucional e estrutural exige ações integradas, baseadas em evidências, com metas, prazos e participação ativa de diferentes setores da sociedade. “Não se trata apenas de debates, mas de promover mudanças reais, com entregas concretas e impacto na vida da população negra”, afirmou.
Crédito das fotos: Humberto Filho/Cecom MPBA



