
A pecuária baiana entra em uma nova fase, marcada por inovação, integração de dados e visão de futuro. A Bahia vai implementar um projeto piloto no Oeste com foco na integração de dados e no monitoramento da movimentação de bovinos e bubalinos. A iniciativa é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica assinado, nesta quarta-feira (1º), pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB).
O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destacou o caráter transformador do projeto e o impacto direto no futuro do setor. “Estamos dando início a uma transformação que vai colocar a Bahia como referência no país em planejamento, identificação e rastreabilidade dos rebanhos, impulsionando políticas públicas mais assertivas para o setor. Isso representa mais tecnologia, segurança e sustentabilidade para a nossa pecuária”, afirmou.
Ele também ressaltou que a iniciativa segue alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Bubalinos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece a identificação obrigatória do rebanho até 2032. “O Governo segue ao lado dos criadores e das entidades do setor, conduzindo essa transição de forma responsável, gradual e com suporte técnico contínuo, respeitando a complexidade de cada etapa”, completou.
Segundo o presidente da Acrioeste, Gill Arêas Machado, os indicadores permitirão maior interlocução com o poder público. “A sistematização das informações deve contribuir para identificar demandas do setor e orientar ações governamentais. A divulgação dos dados em âmbito nacional pode ampliar a visibilidade da pecuária baiana e favorecer a atração de investimentos”.
Já o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, reforçou a importância da parceria que vem sendo consolidada entre o poder público e o setor produtivo. “Esse projeto se sustenta no trabalho técnico qualificado da Adab e na coleta precisa de dados em campo. Mas o diferencial está na construção conjunta, colaborativa com os pecuaristas. Estamos integrando conhecimento técnico e prática produtiva para desenvolver soluções eficientes. Nossos técnicos estarão presentes no dia a dia das propriedades, orientando, acompanhando e ajustando cada etapa para garantir resultados consistentes”.
Na ponta produtiva, as entidades do setor reforçam a importância da iniciativa. O presidente da FAEB, Humberto Miranda, destacou o protagonismo da pecuária do estado. “O pecuarista baiano está cada vez mais atento às exigências do mercado e tem investido de forma consistente em tecnologia e segurança sanitária. Essa iniciativa reforça esse movimento, a Bahia se antecipa, fortalece sua credibilidade e abre novas oportunidades comerciais para os nossos produtores”, pontuou o presidente da entidade.
Metodologia – A iniciativa prevê a divulgação periódica de dados consolidados no início de cada mês, com base nas informações do período anterior. O objetivo é estruturar uma base de dados contínua que sirva de referência para o setor pecuário e subsidie a formulação de políticas públicas. O levantamento incluirá informações como abates de machos e fêmeas, além do registro de nascimentos de bezerros, com base nos dados oficiais.
A médica veterinária e diretora financeira da Acrioeste, Joana Brunoro, explica que a iniciativa reforça a importância da análise técnica das informações.”A confiabilidade dos dados decorre da parceria entre as instituições envolvidas e da transparência no processo de coleta e tabulação”.



