
Foto: Bruno Concha/ Secom PMS
Texto: Mateus Soares/ Secom PMS
Salvador sediou, na manhã desta quarta-feira (25), o lançamento do projeto internacional Plastic Reboot, iniciativa voltada à redução do uso de plástico e ao fortalecimento da economia circular. O encontro ocorreu no auditório da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), no bairro do Comércio, e reuniu representantes do poder público e privado, ONGs e cidadãos interessados.
Entre as autoridades presentes esteve o secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler. O projeto tem alcance global, reunindo 15 países, incluindo o Brasil, com foco na construção de soluções para reduzir o uso de plástico, especialmente no setor Horeca, que engloba hotéis, restaurantes e cafés, considerado um dos principais geradores de resíduos nas cidades.
A proposta busca transformar a relação com o plástico, incentivando práticas mais conscientes de produção, consumo e descarte, além de contribuir para a redução da poluição, especialmente nos oceanos. A iniciativa também alinha Salvador a uma agenda ambiental global e aposta na atuação integrada entre diferentes setores para promover mudanças estruturais.
Durante o encontro, representantes do setor público, da iniciativa privada e especialistas debateram caminhos e soluções aplicáveis à realidade local. O workshop marca o início de uma etapa de escuta e diagnóstico, que deve orientar a implementação das ações ao longo dos próximos anos.
Segundo Ivan Euler, o projeto já avançou em etapas anteriores e inicia agora uma nova fase no Brasil.
“No ano passado, realizamos a primeira conferência internacional do Plastic Reboot. Agora, iniciamos os workshops em seis cidades brasileiras. Em Salvador, discutimos a criação de um grupo de trabalho e a definição de um território para implantação de projetos-piloto, inicialmente com dez estabelecimentos do setor de hotéis, restaurantes e cafés. A proposta é reduzir e eliminar o plástico de uso único nesses locais. Com apoio de organismos internacionais e do Ministério da Ciência e Tecnologia, a meta é desenvolver essas iniciativas até 2030, com potencial de expansão para outras cidades e países”, disse.
A coordenadora do projeto, Camila Meloncini, destacou a estrutura da iniciativa e o papel dos grupos locais.
“O Plastic Reboot é uma iniciativa do Fundo Global para o Meio Ambiente. Estamos lançando o projeto em Salvador e em outras cidades, com a criação de grupos de trabalho locais. Haverá também uma instância nacional e uma frente de gestão do conhecimento, envolvendo setor privado e instituições de pesquisa para identificar alternativas ao plástico. Os grupos locais serão essenciais para adaptar essas soluções à realidade de cada cidade, considerando desafios, regiões prioritárias e o fortalecimento de iniciativas já existentes”, explicou.
Vitrine – Para o gerente do projeto, Marcos Albuquerque, a escolha de Salvador tem relevância estratégica. “Salvador é uma vitrine importante para o país, tanto do ponto de vista histórico quanto turístico, e representa a região Nordeste no projeto. A iniciativa busca ser um catalisador de mudanças. Não resolve sozinha a poluição plástica, mas oferece diretrizes, conhecimento e boas práticas para orientar gestores públicos, empresas e a sociedade sobre como reduzir esse problema de forma responsável”, declarou.
Representando o governo federal, Leandro Viegas, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ressaltou a necessidade de integração entre os setores. “A proposta é reunir diferentes atores para pensar soluções práticas e viáveis, promovendo mudanças na forma de produzir e consumir plástico. Esse é um desafio que exige atuação colaborativa entre poder público, setor produtivo e sociedade”, afirmou.
Já a bióloga Margareth de Buzin, representante do grupo Iberostar, apresentou a experiência do setor privado na redução de plásticos.
“Iniciamos em 2020 a eliminação de plásticos de uso único nas operações da rede, no Brasil e em outros países. A mudança envolveu novos fornecedores, ajustes nos processos e na cadeia de fornecimento, sempre com foco na experiência do cliente. Foi possível avançar com uma visão de economia circular. O Plastic Reboot tem grande potencial de engajamento e de ampliar a conscientização ambiental”, contou.
Vale lembrar que, no ano passado, Salvador já havia ocupado papel de destaque no projeto ao sediar a primeira Conferência Anual Plastic Reboot. Na ocasião, o encontro reuniu representantes de diversos países e foi liderado por organismos internacionais como a ONU, o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o WWF, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa marcou o início de uma nova etapa no enfrentamento à poluição plástica.
O Plastic Reboot é desenvolvido em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que convidou Salvador e outras cidades brasileiras a integrarem o programa.
Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/projeto-plastic-reboot-e-lancado-em-salvador-para-reduzir-uso-de-plastico/
Fonte: Prefeitura de Salvador




