Poder Público deve voltar atenção para causa animal em Feira: cuidadores e entidades sem apoio

Os protetores e cuidadores de animais estão adoecendo psicológica e financeiramente. A observação, feita pelo vereador Pedro Américo (Cidadania), serve para chamar a atenção do poder público, em especial do Governo do Estado, para a necessidade de políticas públicas voltadas para a causa animal. O apelo, realizado na sessão da Câmara desta terça-feira (10), reforça que não só os cuidadores, mas também as associações independentes, carecem de apoio.

Para o parlamentar, os envolvidos no tratamento e acolhimento dos animais estão “exaustos, sem forças, sem nenhum apoio e abandonados”. Conforme Pedro Américo, se os animais que recebem cuidados fossem colocados nas ruas, a cidade viveria o “maior surto de esporotricose” (micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix, transmitida principalmente por arranhaduras ou mordeduras de gatos infectados) do Brasil. Os animais, destaca, estão doentes fisicamente e os protetores psicológica e financeiramente.

Os convênios realizados pelo Estado, em diversos municípios, para a construção de abrigos e doação de medicamentos para tratamento de esporotricose não chegaram a Feira de Santana. E por isso o clamor do vereador é que esta ajuda chegue, independentemente de política. “Precisamos que o Governo do Estado e deputados apoiem a causa animal em Feira de Santana e cuidem dos protetores; que façam com que tenhamos um acolhimento digno, porque essa é uma questão de saúde pública”, ressaltou.

Outro ponto debatido por Pedro Américo foi sobre crianças que maltratam animais. Ele avalia que estas, consequentemente, se tornaram pessoas cruéis e faz um alerta aos pais e responsáveis. “Permitindo a violência aos animais na infância, você está ajudando a criar um ser humano violento, que no futuro pode matar pessoas”, alertou.

O vereador Galeguinho SPA (UB) acredita que o poder público se aproveita de pessoas sensíveis à causa animal para terceirizar a responsabilidade. “A causa animal é obrigação e responsabilidade do poder público”, enfatizou, lembrando que na cidade não há um órgão público específico para recolhimento de animais de rua. O parlamentar citou também as dificuldades financeiras que os ativistas enfrentam para criar os bichos.

Fonte: Câmara de Feira de Santana

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