Polícia Técnica adquire novo sistema automatizado para exames de DNA em crimes sexuais

A Polícia Técnica da Bahia (DPT) passou a contar com uma nova plataforma automatizada para o processamento de amostras de DNA em crimes sexuais, ampliando a capacidade pericial e fortalecendo o enfrentamento a esse tipo de crime no estado. A iniciativa integra o conjunto de investimentos realizados pelo Governo do Estado da Bahia na modernização da Segurança Pública, com foco no fortalecimento das investigações criminais e na proteção das vítimas.

O equipamento automatiza uma das etapas mais complexas do exame genético, que até então era realizada de forma manual, em razão das limitações do modelo anteriormente utilizado.

A Coordenação de Genética Forense do Laboratório Central da Polícia Técnica cumpriu metas relevantes, como a coleta de amostras de condenados no sistema prisional para inserção no Banco de Perfis Genéticos e a redução do passivo de exames existentes no DPT. Como contrapartida pelo desempenho alcançado, o DPT recebeu, por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJSP), um sistema automatizado com menor capacidade operacional.

A partir dos resultados obtidos e do reconhecimento técnico, o Governo do Estado da Bahia avança agora com a aquisição de uma nova plataforma, com maior capacidade operacional, voltada à ampliação da produtividade e à redução do passivo de exames de DNA em crimes sexuais.

Fonte/Crédito
ASCOM/DPT

De acordo com o coordenador de Genética Forense, Luís Rogério, a nova plataforma representa um avanço expressivo para a perícia criminal.

“O equipamento automatiza uma etapa extremamente trabalhosa do processo, aumentando a produtividade, a padronização e a segurança dos exames de DNA, especialmente nos casos de crimes sexuais”, destacou.

Adquirido pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o sistema recebeu investimento de R$ 2,7 milhões, dentro da política de aportes contínuos do Governo do Estado da Bahia na área da Segurança Pública. Fabricado na Europa e comercializado no Brasil por uma multinacional, o equipamento é utilizado atualmente por apenas seis estados brasileiros e pela Polícia Federal, colocando a Bahia entre as unidades da federação que dispõem de tecnologia de ponta na área de genética forense.

Para o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o investimento reforça a prioridade dada à modernização das forças de segurança.

“Estamos investindo em tecnologia de alto nível para fortalecer as investigações e garantir respostas mais rápidas e qualificadas à sociedade. A ampliação da capacidade de exames de DNA é fundamental para a elucidação de crimes e para a proteção das vítimas”, afirmou.

O diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, destacou o impacto direto do novo sistema na produção da prova pericial.

“Esse investimento reforça o compromisso com a modernização da Polícia Técnica e com a celeridade na produção da prova pericial, contribuindo diretamente para a elucidação de crimes e para a justiça às vítimas”, pontuou.

A plataforma está em fase de instalação nesta semana e, na sequência, as peritas criminais que atuam na área de DNA em crimes sexuais passarão por treinamento especializado. O equipamento será incorporado ao esforço iniciado em setembro de 2025, com a meta de zerar, até o fim de fevereiro de 2026, o passivo de amostras de crimes sexuais pendentes de exames de DNA.

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